A gestão ainda nem começou e já está em curso o primeiro teste para a coesão do grupo que elegeu Elinaldo (DEM) e Tude (PMDB): a presidência da Câmara de Vereadores para o biênio 2017/2018. Apesar de ainda ter um voto a menos, o futuro núcleo governista tem como certa a presidência da Casa. O problema vai ser escolher o representante, já que pelo menos três vereadores já estariam articulando sua candidatura. Os três mais votados da base de Elinaldo, Oziel (PSDB), Falcão (DEM) e Junior Borges (DEM), pretendem repetir o feito das urnas no plenário da Casa e garantir um início de gestão favorável para o democrata.
Embora ainda não tenham declarado abertamente, os três já começaram a articular e reunir, sobretudo os oposicionistas, para garantir a votação. Nos acordos, estão sendo negociadas condições para o 2º biênio, composição da mesa diretora e cargos. Nesse confronto, entram em colisão direta o núcleo forte do novo governo (DEM e PSDB).
Para manter a integração de sua bancada, Elinaldo e Tude terão que estruturar a disputa na Casa com a distribuição de cargos e secretarias. O novo presidente terá a missão de apaziguar os ânimos das bancadas de governo e oposição, além de equilibrar o orçamento e espaço físico para contemplar as duas novas cadeiras que assumem em 2017.
O grupo vai enfrentar ainda a resistência da oposição, que deve apresentar pelo menos uma chapa para tumultuar o processo. Com experiência em gestão e afiados para criar o máximo de dificuldades para a nova gestão no executivo e no legislativo, o Partido dos Trabalhadores (PT), terá na linha de frente Téo Ribeiro, este, mestre em oposição, e Marcelino como representantes ativos na Casa, testando ainda mais o poder de união e persuasão do time azul.
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