PEC quer acabar com as paralisações das aulas durante greves de professores

Greves que, em Camaçari, já interromperam as aulas por mais de 60 dias
Greves que, em Camaçari, já interromperam as aulas por mais de 60 dias

De autoria da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) a PEC 53/2016 propõe inserir a educação entre os serviços essenciais, onde, de acordo com a Lei 7.783/1989, são serviços que não podem ser paralisados durante greves. Com esse conceito, as greves no setor poderão ser limitadas. A PEC foi apresentada e encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguarda a designação de relator.

Se aprovada, será o fim das paralisações das aulas durante as greves dos professores. Greves que, em Camaçari, já interromperam as aulas por mais de 60 dias. A senadora destaca que a educação é um serviço cuja paralisação pode causar prejuízo irreparável à sociedade e para os quais a lei exige limites nas greves.

Atualmente, de acordo com a Lei 7.783/1989, são serviços essenciais:

I – tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis;

II – assistência médica e hospitalar;

III – distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos;

IV – funerários;

V – transporte coletivo;

VI – captação e tratamento de esgoto e lixo;

VII – telecomunicações;

VIII – guarda, uso e controle de substâncias radioativas, equipamentos e materiais nucleares;

IX – processamento de dados ligados a serviços essenciais;

X – controle de tráfego aéreo;

XI compensação bancária.

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