Empresa aérea GOL pede desculpas após embarcar criança de seis anos para Curitiba

A companhia aérea Gol publicou um vídeo nas redes sociais no qual se desculpa por errar e levar uma criança de seis anos para Curitiba, ao invés de Vitória, destino correto do menino. A mensagem foi gravada pelo vice-presidente de operações da empresa, Sérgio Quito, que assumiu o erro.

“Olá, meu nome é Sérgio Quito, sou Vice-Presidente de Operações da Gol, e venho até vocês com um pedido de desculpas. Desculpa, principalmente aos pais e à criança que nós embarcamos erroneamente na última sexta-feira na nossa operação no Rio de Janeiro, no aeroporto internacional. Essa criança tinha destino para Vitória e erroneamente foi embarcada para Curitiba. A chegada em Vitória era prevista para as 18h30 e a criança chegou em Curitiba por volta das 18h50. Imediatamente, o mesmo avião retornou e com a tripulação também. A criança ficou o tempo todo assistida, tanto pelo nosso pessoal de bordo, pela nossa tripulação, como pelo pessoal de terra”, disse.

“A chegada aconteceu por volta das 20h40 no Rio de Janeiro, quando ele foi recebido pela sua mãe. Eu quero também dizer que nós já entramos em contato com os familiares, falamos com a mãe, falamos com o pai. Nós pudemos dispor de toda a nossa assistência, tudo aquilo que estiver no nosso alcance nas necessidades, tudo o que a família precisar, tanto o pai, quanto a mãe. Eu também gostaria de enfatizar que estamos muito desapontados, todos nós da Gol, e eu, além de Vice-Presidente de Operações, como pai e avô. Mais uma vez, pedimos desculpas por esse ocorrido”, finalizou.

O caso ganhou repercussão depois que o pai da criança, Wanderson Romão, de 32 anos, fez um desabafo no Facebook e protestou contra o erro e da forma que a empresa tratou a situação.

Segundo Romão, o menino, que mora com a mãe no Rio, ia a Vitória para comemorar o aniversário do pai, no sábado. Ele tinha um voo marcado para as 17 horas de sexta-feira, com chegada prevista em Vitória às 18h20. As passagens custaram R$ 750 e o professor pagou uma taxa de R$ 100 pelo serviço de acompanhamento.

No Rio, a mãe entregou o menino, a uma funcionária da empresa, de acordo com Romão, com todos os documentos necessários para a viagem. Segundo o pai, os documentos permitiam que o menino viajasse sozinho apenas para os Estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, onde ele tem parentes.

Romão afirma ter descoberto que a criança havia desaparecido quando descobriu, no desembarque, que o filho não estava no voo. “Percebi que meu filho, que deveria sair acompanhado, não havia saído do avião e não estava presente no voo. Foram as piores horas da minha vida, pois percebi que meu filho havia desaparecido”, relatou.

Em seguida, Romão conta que procurou funcionários da empresa aérea para pedir informações, mas ninguém sabia dizer o que tinha acontecido com a criança. Ele comunicou o sumiço da criança à mãe, que, em desespero, foi ao aeroporto do Galeão tentar, em vão, localizar o menino.

“A parte mais absurda foi eu chegar na atendente, falar que meu filho estava desaparecido e ela perguntar se eu tinha comprado a passagem por smilles. Foi um descaso, um absurdo. Eu tive de aumentar o tom da voz, quando vi que ninguém da Gol iria resolver, fui na sala da Polícia Federal e as coisas começaram a acontecer, começamos a ter as respostas”, escreveu.

 

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