Número de policiais mortos esse ano supera 2015. Palestra alerta para proteção de agentes

Palestra de agente da polícia brasiliense mostrou os riscos que os policiais correm quando não estão trabalhando
Palestra de agente da polícia brasiliense mostrou os riscos que os policiais correm quando não estão trabalhando

No início do mês, a Bahia chegou ao triste registro de 22 policiais militares mortos em 2016. O número já ultrapassa os registros de vítimas fatais na corporação em 2015, que teve 21 policiais mortos, sendo quatro deles assassinados enquanto estavam em serviço. Preocupados com condutas que podem ser facilitadoras de casos de violência contra policiais, a Academia da Polícia Civil (Acadepol) promoveu em Salvador, a palestra ‘Sobrevivência policial: o comportamento preventivo policial na sua folga’, ministrada pelo agente Paulo Roberto Tavares, da Divisão de Operações Especiais da Polícia Civil do Distrito Federal.

“O aparelho celular é hoje um dos maiores inimigos do policial”. Essa foi uma das constatações do agente, sobre de erros cometidos por policiais quando não estão no trabalho, que os tornam vulneráveis. A palestra foi ministrada para mais de 50 policiais baianos, entre delegados, investigadores e escrivães. Durante quase duas horas, o especialista chamou a atenção para as condutas no momento de folga e ilustrou o assunto com filmes reais de ocorrências na rua ou estabelecimentos comerciais.

Com 15 anos de experiência numa força que é apontada como a mais preparada do país, Paulo Brandão destacou a questão do uso do celular e seus infinitos recursos porque ele desarma um sentido que o policial não deve abandonar nunca: o estado alerta. “Distraído, o cidadão, mesmo um policial armado, é presa fácil para o criminoso”, justifica.

O agente brasiliense criou este treinamento com apoio de sua equipe depois da morte de um membro da corporação num dia de folga. Para orientar os policiais, dois focos balizam seu trabalho: a preparação mental, física e técnica do policial e a conscientização de como ele deve se comportar para sobreviver em área urbana. Segundo dados da polícia, 80 por cento das mortes de policiais ocorreram nos horários em que estavam de folga.

Segundo Brandão, os três principais erros de um policial na folga do trabalho são: falta de preparação mental para estar armado; negação da violência; e baixo estado de alerta.

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