O Governo do Estado defende a vinculação de uma percentagem do orçamento federal à área de segurança pública, para ampliar as ações de combate ao crime organizado nos estados. Este posicionamento foi defendido, na manhã de terça-feira (17), durante reunião no Ministério da Justiça, pelo secretário da Segurança Pública do Estado, Maurício Barbosa. A reunião realizada em Brasília foi presidida pelo ministro Alexandre de Moraes.
“Este é um pleito histórico de nós, secretários, e também dos governadores. Termos uma verba carimbada para a segurança, da mesma forma que é para a saúde e para a educação, fortalecerá as ações. Espero que isso avance”, afirmou Barbosa, atualmente presidente do Conselho de Segurança Pública do Nordeste (Consene). A discussão desta terça-feira serviu para contribuir com o Plano Nacional de Segurança.
A discussão acontece em um momento de crise e sinais de colapso no sistema prisional do país. Além das rebeliões e motins na região Norte, um levantamento feito pela agência alemã Deutsche Welle traz dados preocupantes sobre a segurança pública no Brasil. O levantamento apontou que pelo menos 83 facções atuam em todo Brasil, sendo que onze destas têm presença na Bahia.
O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) diz oficialmente que não tem dados sobre as facções criminosas brasileiras e suas origens. Os dados foram levantados baseados em relatórios de CPIs, mapeamento de estudiosos da área e cruzamento com dados dos serviços de inteligência da Polícia Federal e das secretarias de segurança pública dos estados.
As facções com presença na Bahia citadas no levantamento são o Terceiro Comando, que age também no Rio de Janeiro, o Comando da Paz, que também tem atuação em Sergipe, e, exclusivamente no estado, Bonde do Maluco, DPM, MPA, Bonde do Ajeita, Katiara, Comando de Perna e Caveira. Completam a lista das facções que estão na Bahia as duas maiores do Brasil, o PCC e o Comando Vermelho.