Felipe Fernandes, policial militar, e Hérica Braga, pais de Sofia Lara, de 2 anos, foram à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) para registrar um queixa contra a professora Denise Oliveira, que publicou no Facebook que a morte da menina era “justiça divina”. A menina morreu no sábado (20) após ser atingida no rosto por uma bala perdida.
A professora cita no mesmo post o assassinato de cinco jovens em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, em novembro de 2015. Segundo ela, cometido por 41º BPM (Irajá). “Ontem a dor de uma família, hoje a dor é na sua família”, comentou. Felipe, o pai da garota, é policial do 16º BPM (Olaria).
Em entrevista, Herica, a mãe da criança criticou a professora. “Eu acredito assim, que o bandido da minha filha não tenho tanta raiva, porque ele não saiu pensando que ia matar minha menina. Foi uma fatalidade. Mas ela não, ela riu por uma criança que está morta”, disse.
Entenda o caso
Uma criança de dois anos e meio morreu após ser atingida, na noite de sábado (20), por uma bala perdida durante uma perseguição policial em Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Sofia Lara Braga foi atingida no rosto enquanto brincava na área infantil da lanchonete Habibs.
A Polícia Militar (PM) tentava recuperar uma caminhonete roubada e entrou em confronto com o ladrão na Avenida Monsenhor Félix. Um dos disparos atingiu próximo à boca da menina, que chegou a ser levada pelos PMs ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu aos ferimentos.
A perseguição começou por volta das 22h, após o suspeito desrespeitar a ordem de parada dos policiais militares do 41º BPM (Irajá).Thiago Rodrigues dos Santos acabou preso, após perder o controle da direção e capotar com o veículo, uma caminhonete Mitsubishi L200. No acidente, um mototaxista e um passageiro acabaram sendo atingidos pelo carro. Eles sofreram ferimentos leves e foram atendidos no local por bombeiros.
De acordo com a polícia, a vítima já chegou sem vida à unidade. A criança era filha de um soldado do 16º BPM (Olaria). Segundo informações do Jorna Extra, por um áudio do WhatsApp, ele contou, muito emocionado, aos colegas do batalhão sobre a morte da criança: Amigos do 16º, foi minha filha, foi minha filha. Foi uma perseguição vinda da (comunidade) Para-Pedro. Minha filha estava brincando no parquinho do Habib’bs de Irajá, e o tiro que o vagabundo deu atingiu minha filha. Ela não resistiu”, disse, chorando.
O corpo da menina foi levado para o Instituto Médico Legal (IML). Thiago foi encaminhado à 27ª DP (Vicente de Carvalho) e depois levado para a Cidade da Polícia, no Jacaré. Com ele, os militares apreenderam uma pistola. A polícia vai investigar agora de qual arma partiu o tiro que matou a criança.
