A prefeitura de Camaçari não perdeu tempo e cuidou de tirar seu nobre nome da reta de comentários e manifestações contrárias ao aumento de 25% nos salários dos vereadores, subsecretários, secretários, vice e prefeito aprovado no final de 2016 e promulgado pelo Legislativo Municipal no início desse ano.
Em nota, a assessoria do prefeito Antonio Elinaldo (DEM), direcionou o desgaste exclusivamente para a Câmara Municipal, sob o comando do aliado Oziel (PSDB).
O governo municipal se posicionou após o juiz César Augusto Borges de Andrade, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Camaçari, aceitar a Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público e determinar a suspensão imediata do aumento salarial. Segundo a Prefeitura, o acréscimo nos vencimentos não foi aplicado no Executivo, “devido às medidas de austeridade administrativa e contenção de gastos baixadas pelo prefeito”.
Para que não reste dúvida, em outro parágrafo a nota assegura que os valores dos subsídios do prefeito, do vice e dos secretários da nova gestão são os mesmos da gestão anterior. “Isso significa que, na prática, a decisão da Justiça de Camaçari, que suspendeu o reajuste aprovado pela Câmara não afeta o Executivo”, diz o comunicado.
Resta saber agora quem é ‘o pai da criança’; mas considerando o tempo os termos em que ela foi concebida…
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