Greve dos vigilantes chega ao nono dia, sem previsão de acabar

Categoria protestou na avenida Sete de Setembro contra proposta de 1% de reajuste (Foto: Joá Souza | Ag. A TARDE)

Categoria protestou na avenida Sete de Setembro contra proposta de 1% de reajuste (Foto: Joá Souza | Ag. A TARDE)

Sem acordo, greve dos vigilantes na Bahia chega ao nono dia. Após mais uma rodada de negociação na quinta-feira (1º), a greve continua e a próxima reunião entre representantes da categoria dos vigilantes (Sindivigilantes) e o Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp), só vai acontecer na próxima terça-feira (06).

O principal impasse é referente ao reajuste salarial: vigilantes reivindicam reajuste salarial de 7%, tíquete-refeição de R$ 20, cotas para as mulheres de 30% por posto de trabalho e piso salarial de R$ 1.500. Já a oferta dos empresários corresponde a 1% de aumento salarial.

Com cerca de 32 mil vigilantes em atuação no estado, a paralisação está impedindo a realização de vários serviços, a exemplo do atendimento em parte das agências bancárias da capital e do interior, que continua suspenso. De acordo com o Sindicato dos Bancários, bancos públicos, como a Caixa Econômica e o Branco do Brasil, seguem fechados em cumprimento à lei que não permite que essas instituições funcionem sem vigilantes.

Alguns bancos particulares, como Bradesco e Santander, não suspenderam o atendimento. O serviço de perícias agendadas pelo INSS chegou a ser suspenso no segundo dia de greve, mas foi retomado na última segunda-feira (29).

A expectativa do Sindivigilantes é de que na próxima rodada de negociação, os empresários compareçam ao Ministério Público do Trabalho (MPT), para negociar com a categoria. Na última mesa de negociação, os patrões foram representados por um advogado.

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