Para Ricupero, instituições devem ‘cortar na carne’ para sobreviver

O ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero defendeu anteontem a construção de “consensos” em torno da reforma política e econômica como uma tentativa do Brasil para sair do que ele considera uma crise institucional. “Deveríamos construir consensos em torno de alguns pontos de uma reforma política e econômica e estabelecer metas concretas para ampliar os horizontes do País”, disse. O ex-ministro participou em São Paulo do primeiro colóquio promovido pelo Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, que tem apoio do Estado, para debater a consolidação e o aprimoramento das instituições brasileiras. O ciclo de colóquios é quinzenal.

Entre os consensos possíveis, Ricupero citou a adoção do voto distrital misto, a proibição de coalizões em eleições proporcionais, a criação de restrições para partidos nanicos, entre outras. Para ele, o País deveria traçar metas até o bicentenário da Independência, em 2022. “As instituições só sobrevivem quando são capazes de diagnosticar seus problemas e se reformarem, às vezes, cortando em sua próprio carne.”

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