Resgate pago e suspeita é de que cigano sequestrado tenha sido morto mesmo assim

Iran, de aproximadamente 43 anos, residente em Itabuna, teria sido sequestrado, por sete homens supostamente vestidos com roupas da polícia civil

A conclusão pela morte de Iran estaria em que os sequestradores não se manteriam usando capuz na situação e tempo de fuga nas condições em que estavam, no mato e com a polícia no encalço do grupo, e uma vez Iranildo vendo o rosto de seus sequestradores, eles não o libertariam jamais

O grupo que sequestrou na tarde do último dia 8, em Ilhéus, o cigano Iranildo Queirós, 43 anos, conhecido como Ira, ou Iran, pode o ter assassinado. A suspeita é de amigos do cigano, que não acreditam que ele ainda esteja vivo uma vez que passados mais de 72 horas do pagamento do resgate, 500 mil reais, uma corrente e uma pulseira de ouro, Iranildo ainda não apareceu.

Segundo apurou o Camaçari Fatos e Fotos (CFF), um irmão do cigano teria se deslocado para Salvador, no último dia 19, onde o resgate teria sido pago, e o rapaz ouvido de quem teria recebido o dinheiro, que em quatro horas um contato seria feito dando conta da libertação do sequestrado.

A conclusão pela morte de Iran estaria em que os sequestradores não se manteriam usando capuz na situação e tempo de fuga nas condições em que estavam, no mato e com a polícia no encalço do grupo, e uma vez Iranildo vendo o rosto de seus sequestradores, eles não o libertariam jamais.

E se houve mesmo a morte de Iranildo Queirós, ela pode ter ocorrido ainda durante a fuga, no início do sequestro, uma vez que o CFF apurou também que um vídeo com imagens de Iranildo teria sido pedido, mas que os bandidos teriam desconversado, e não enviaram as imagens pedidas como prova de que o cigano ainda estava vivo.

Há ainda informações de que um mês antes do sequestro, o cigano Iranildo, tido como “um homem valente”, havia sofrido uma tentativa de sequestro, a caminho de sua fazenda, e teria aberto fogo contra os suspeitos, conseguindo escapar; atitude que certamente teria levado os sequestradores a temer a liberdade de Iranildo, caso ele realmente tivesse visto suas fisionomias.

Mas uma avaliação a ser considerada, é que em tendo havido o assassinato de Iranildo, a credibilidade das palavras de possíveis sequestradores em outras situações estarão em xeque; passivas de dúvida. O que não deve interessar a criminosos da modalidade.

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