Remoção de jubarte encalhada atrai curiosos à praia da Ondina

Cerca de 30 funcionários da Limpurb se revezam durante a operação. Enquanto alguns cortam o animal com ajuda de facões, outros carregam os sacos com os pedaços do que sobrou do mamífero que já se encontra em estado avançado de decomposição.

A retirada do bicho chamou atenção de dezenas de pessoas, entre turistas, moradores e funcionários dos hotéis que ficam no entorno da praia onde a baleia encalhou, assistiram de perto à saga. De plantão, a cozinheira Valdirene Lira, 35 anos, do hotel onde trabalha na Av. Oceânica, para tirar uma foto. “Como minha patroa não pode sair, me pediu pra vir tirar uma foto pra ela. Nem parece uma baleia, não consegui ver a cabeça nem o rabo”, lamenta.

A área foi isolada para que curiosos não se aproximem do animal. Nove funcionários do Grupo Especial de Proteção Ambiental (GEPA) estão no local para garantir o funcionamento da operação. O comandante do grupamento, Robson Pires, explica que o isolamento é para evitar que as pessoas tentem levar parte do bicho para casa. “Esse animais em estado de composição podem transmitir doenças e é possível que os curiosos cheguem perto para levar a carne e o óleo”, comenta.

Ano passado, o GEPA participou de uma operação de remoção de um golfinho que morreu na costa, mas as ocorrências mais comuns são com jibóias. “É importante frisar que a população assim que encontrar com um anima silvestre acione o nosso órgão”, pontuou. O contato pode ser feito por meio do número 3202-5312.

O pedreiro José da Silva, 49 anos, veio do bairro de Periperi só para ver a baleia. Trouxe com ele um balde, mas jura que o recipiente não é pra levar parte do animal pra casa. “Não é, só vim pela curiosidade mesmo. Nunca vi uma baleia e queria me aproximar só pra ver melhor. É um animal muito grande nunca tinha visto antes”, diz. O pedreiro tentou ultrapassar a área isolada, mas foi barrado por um agente da guarda municipal. Os pedaços vão ser levados para o aterro sanitário.

 

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