O lamento pelo abandono e uma resolução insatisfatória foi o que moveu entidades diversas na manhã de ontem (24), em frente ao Centro de Convenções, no Stiep. Associações de moradores e representantes do trade turístico deram as mãos em um novo abraço simbólico ao equipamento.
No último sábado (23), completou um ano que parte de estrutura do centro veio abaixo, colocando fim a possibilidade de voltar a funcionar. Desde então, soluções têm sido pensadas para trazer um novo equipamento capaz de sediar os grandes eventos que, utilizaram a estrutura do Stiep, nos últimos 38 anos.
O presidente do Conselho Baiano de Turismo (CBTur), Roberto Duran, aponta que a ausência do equipamento gerou a falta de renda para um grande volume de pessoas e empreendedores que vivem nas proximidades.
“O trade sempre defendeu a manutenção do centro de convenções neste local, por todos os investimentos que há no entorno, pela facilidade de acesso, e por tudo que foi criado aqui ao longo de 40 anos”, explicou Duran.
A morosidade para se resolver o problema vem resultando em vários prejuízos para a cadeia do turismo da cidade, conforme explica o presidente do CBTur. “Além da crise, que obviamente afeta grande problema da sociedade, Salvador e a Bahia tem sido muito mais prejudicada porque perdeu seu principal alavancador e estabilizador do segmento, que é o turismo de negócios”.
Este mês, o Governo do Estado lançou um Processo de Manifestação de Interesse (PMI) para o novo centro, que autoriza um estudo de instalação do novo equipamento numa área de 230 mil m² do Parque de Exposições, tendo uma estimativa de investimento na ordem dos R$ 400 milhões. A empresa que emitiu a manifestação de interesse foi a Reag Gestora de Recursos Ltda.
Durante mais de um ano, o governo vem levantando a possibilidade de instalar o centro de convenções na região do Comércio, e agora, com a PMI, ganha cada vez mais força a possibilidade de instalação na área do parque, que está na Avenida Paralela.