O conjunto de fatores econômico e comercial são os grandes diferenciais para quem deseja adquirir um imóvel este ano, no mais tradicional evento desse porte em Salvador, que é o Salão Imobiliário. Realizado pela Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário do Estado da Bahia (Ademi-BA), o salão chega aos dez anos, trazendo facilidades, para quem anseia pelo sonho da casa nova.
O momento de taxa de inflação baixa, maior poder de compra, maior capacidade de compra da população são fatores otimistas, apontou o presidente da Ademi-BA, Cláudio Cunha. Segundo o dirigente, com a taxa de juros baixa e em queda, os bancos também confiam na oferta de crédito, tanto para pessoa física quanto pessoa jurídica, que isso facilita a compra do imóvel.
“A gente ainda tem o conjunto de um baixo estoque em fase final de comercialização, o que faz com que os incorporadores apresentem propostas comerciais muito mais atraentes e muito mais satisfatórias para o consumidor”, destacou Cunha.
Mais de mil unidades estão sendo comercializadas. Entre as oportunidades, estão empreendimentos residenciais e comerciais, desde apartamentos a lofts, e até casas de veraneio nos municípios de Lauro de Freitas e Camaçari.
Na mais recente edição, o salão traz oferta de imóveis no valor de R$ 99 mil até R$ 3 milhões. O ambiente também permite ao consumidor fazer várias opções de pesquisa, seja pelo tipo de empreendimento (se ele quer de um, dois, três ou quatro quartos), ou escolher pela tipologia, se ele quer residencial, comercial, ou em lote.
Como a maioria dos bairros também é atendida, o consumidor pode optar por escolher imóveis através da região onde procura investir, além, e também pelo valor que mais se adeque a renda familiar. Cláudio Cunha destaca que esta é uma oportunidade singular para adquirir o negócio, visto que as ofertas das incorporadoras no salão se diferenciam daquelas presentes nos stands originais de venda.
A expectativa da Ademi é que o evento movimente aproximadamente R$ 50 milhões em comercialização de imóveis nos cinco dias de evento – 20% a mais em relação ao ano passado, quando 164 unidades foram comercializadas em três dias.
Financiamento e desconto
Além deste, há stands de três instituições financeiras presentes no evento para fazer a análise de crédito, e ver qual a capacidade que a renda do cliente permite tomar de financiamento, para que este volte ao stand onde selecionou o imóvel, e faça a negociação.
Os bancos também estão trazendo condições diferenciadas. O Bradesco, por exemplo, oferece, em suas condições, 85% de financiamento do valor do imóvel, sendo ele novo ou usado.
Além das taxas atrativas e especiais válidas por 90 dias, o banco possui simulação com aprovação de crédito, em até uma hora. “O cliente vem, faz uma simulação, a gente manda para a análise de crédito, e, com essas condições que te falei, e a aprovação é válida por 90 dias”, explica a gerente Monica Fernandes.
Dessa forma, se o cliente opta por pensar melhor sobre o imóvel que está querendo comprar, é possível que ele use desse tempo, saia com a carta de crédito na mão, vai até a agência, e faz o financiamento imobiliário.
Caso decida fechar negócio na hora, o cliente volta ao stand do salão que oferta o imóvel que melhor atende suas necessidades, com valor já definido. “A gente tem aqui, empresas que oferecem descontos de até R$ 100 mil para a compra de um imóvel”, observou o presidente da Ademi-BA.
Oportunidade
Ao todo, são 23 empresas participantes com ofertas de imóveis em Salvador e na Região Metropolitana. Entre elas, está a Queiroz Galvão, que está ofertando unidades com tamanhos de 70 m² a 600 m², em empreendimentos que ficam nas regiões do Imbuí, Pituaçu, Morro Ipiranga e Horto Florestal.
Destes, dois têm diferencial com bônus físico, e outros dois com bônus em desconto. As expectativas, segundo o expositor José Leal, são as melhores possíveis. “Estimamos encerrar o salão com um valor geral de vendas variando entre 7 a 10 milhões”.
Buscando uma nova opção de moradia, o advogado Nilton Almeida foi um dos consumidores que visitaram salão na manhã de ontem (26).
Ainda sem a pretensão de adquirir um imóvel, o consumidor afirmou que preferia dar apenas uma olhada, observar as opções de empreendimento e os preços, mas, admitiu que, se fossem atrativos para sua necessidade e condição financeira, estaria disposto a fechar negócio no salão.
“Estou procurando um apartamento com dois quartos que poderia ficar no Cabula ou no Imbuí. Ainda não sei se vou comprar, mas vou observar tudo primeiro antes de decidir. Se me sentir convencido, assino os papéis”, afirmou.
A orientação do presidente da Ademi-BA, é que o consumidor não tenha pressa, e busque ver todos os stands, avaliando preços, localidade, descontos, e outros fatores, além das condições que sua renda familiar permite arcar.
Feito isso, o ideal é buscar uma das três instituições financeiras presentes e fazer uma análise de crédito. Estando tudo dentro dos conformes, hora de voltar ao stand e negociar com a incorporadora.