Embora trabalhem de forma autônoma, os taxistas também têm seus recursos para adquirir o décimo-terceiro salário. Para isso, os motoristas ganham o direito de rodar em tempo integral na bandeira 2 durante o mês de dezembro, a depender da cidade onde atuam e onde à regulamentação para isso. Porém, nos últimos anos poucos trabalhadores têm alterado seu taxímetro dessa forma.
Em 2015, além da recessão que chegou ao país, os taxistas precisaram lidar com os aplicativos de carona que também contribuíram para reduzir as corridas nos carros já regulamentados pelos Municípios. Os dois fatores contribuíram para que o uso da bandeira 2 durante todos os dias do último mês do ano se uma medida opcional.
Segundo Valdeilson Miguel, da Associação Metropolitana de Táxis (AMT), a medida é para deixar a critério de cada taxista a decisão de rodar ou não com uma tarifa mais cara, visto que impor um preço mais alto às corridas – que, em declínio, contrastam com o crescimento das corridas por aplicativo – só traria mais prejuízos à categoria.
A bandeira 2 é aplicada entre as segundas e quintas-feiras, das 21h à 6h, e nos finais de semana, começando às 21h da sexta-feira, valendo até 6h da segunda-feira. As corridas feitas nessa tarifa, são 20% mais caras do que as feitas na bandeira 1.
“Por conta de estarmos enfrentando uma crise econômica muito grande, e também por conta da concorrência desleal com os aplicativos, optamos por deixar o taxista decidir se vai ou não rodar com a bandeira 2 durante todo dia no próximo mês”.
Já os aplicativos não irão operar com corridas mais caras. A 99 – responsável pelo 99POP – informou que não terá nenhum reajuste fixo nos preços no mês de dezembro. “A tendência, no entanto é que, a procura seja grande e os motoristas venham a fazer um número maior de corridas, o que lhes proporcionaria um ganho maior. Ações de incentivo a motoristas, no entanto, ainda não temos definido”, detalhou a empresa, em nota.
De acordo com a assessoria de imprensa do Uber, não haverá nenhuma prática nesse sentido nos serviços do aplicativo. “Historicamente, o que acontece no final do ano é que o número de solicitações de viagens cresce bastante, podendo gerar preços dinâmicos por causa da alta demanda, aumentando assim os ganhos para os motoristas parceiros. Mas não se trata de algo tabelado, e sim de acordo com a demanda do momento mesmo”, explica a empresa.