Trindade contra-ataca e repudia declarações de democrata

Diante das acusações, Trindade também divulgou uma nota de repúdio às declarações de Aleluia. “Reitero que o conteúdo reverberado nos meus discursos oficiais e nas minhas redes sociais são rigorosamente checados antes da publicação e retratam a mais pura verdade, a partir de documento oficiais, de notícias da imprensa e/ou de denúncias de órgãos de controle como o Ministério Público Estadual”, declarou. “Estou tranquilo, como vereador soteropolitano e líder do bloco de oposição na Casa Legislativa, quanto ao cumprimento dos meus papéis de legislar e fiscalizar o Poder Executivo Municipal. E espero que o presidente do DEM, ao se prestar à função de porta-voz do prefeito de Salvador, ACM Neto, tenha provas das acusações que fez sobre mim”, continuou.

“Deveria o deputado José Carlos Aleluia, ao invés de atacar um vereador que cumpre sua função parlamentar, explicar a relação que seu grupo político possui com o ex-ministro Geddel Vieira Lima e com os R$51 milhões encontrados em um bunker montado no bairro da Graça para financiar ilicitudes. Deveria o presidente do DEM, em vez de fazer acusações infundadas, explicar aos seus eleitores as informações sobre supostos superfaturamentos de obras municipais investigados pelo Ministério Público”, atacou.

GEDDEL É GEDDEL – Ontem, assim que o caso caiu na imprensa, o prefeito ACM Neto foi à televisão para se manifestar sobre a suposta delação de Geddel. “Quem está recebendo aquela notícia e não tem o cuidado de apurar, pode ter uma impressão equivocada sobre o assunto”, explicou-se o gestor em entrevista ao programa “Que Venha o Povo”, da TV Aratu. O democrata lamentou o uso desse artifício e fez um alerta para que a população apure as informações que circulam nas redes sociais.

“Espalharam nas redes sociais citando que o ex-ministro Geddel teria feito uma delação me citando. Isso não existe, em absoluto. Já disse: Geddel é Geddel. ACM Neto é ACM Neto. Eu não passo a mão na cabeça de quem erra, não interessa se é aliado ou adversário. Não interessa se é do partido que eu simpatizo ou do partido que eu disputo na política. O que interessa é que, quem errou, tem que pagar o preço do seu erro. Isso vale para Geddel e para qualquer pessoa. Mas o que vale é que temos que ter cuidado com esse tipo de notícia que circula na internet”, completou o gestor. Geddel foi preso no dia 8 de setembro, três dias depois que a PF encontrou o dinheiro no apartamento de um amigo do político. Os valores apreendidos foram depositados em conta judicial.

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