A Prefeitura lançou, ontem (28), o edital de licitação da concorrência pública para a construção do Centro de Convenções de Salvador, na Orla da Boca do Rio, no local do antigo Aeroclube. Disponível no site www.compras.salvador.ba.gov.br, a licitação, do tipo menor preço, está estimada em R$ 112 milhões e as empresas interessadas deverão apresentar as propostas até o dia 30 de janeiro de 2018. A expectativa da assinatura do contrato é para março de 2018, com prazo de construção de 12 meses. Paralelamente, a Prefeitura já trabalha no edital para escolha da empresa que vai gerenciar o equipamento.
Com uma área total de 103 mil metros quadrados, o Centro de Convenções de Salvador terá capacidade para receber 14 mil pessoas simultaneamente em congressos e convenções. A área total construída é de 34 mil metros quadrados. Haverá duas áreas para shows, uma externa – de frente para o mar, e outra interna, cada uma com capacidade para 20 mil pessoas. Contará ainda com 8 auditórios moduláveis de 800 metros quadrados. Terá também 28 salas de reuniões que se tornarão camarotes tanto para os shows externos quanto internos, quando houver necessidade. Haverá estacionamento com 1480 vagas para veículos, táxis e ônibus.
Antigo será leiloado
Enquanto um novo Centro de Convenções da capital baiana começa a sair do papel, o antigo equipamento está sendo completamente desmontado, e o espaço que o abrigou durante quase quatro décadas já tem uma destinação.
De acordo com a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom/BA), a área que faz parte do Stiep será leiloada. Contudo, a data de leilão, ou mesmo o chamamento público para a hasta estão sem previsão.
De acordo com a Secom, neste momento o equipamento está passando por um processo de desmontagem parcial que começou no dia 12 de dezembro, incluindo corte e esmagamento de peças estruturais de menor porte.
A previsão é que todo o processo de desmontagem seja concluído até março. O antigo Centro de Convenções fica situado no Stiep, bem próximo onde será erguido o novo equipamento.
Interditado pela então Sucom (atual Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano –Sedur), em 2015, o antigo Centro de Convenções chegou a passar por uma reforma emergencial no ano seguinte.
Porém, o desabamento do mezanino, ocorrido no dia 23 de janeiro de 2016 – a menos de um mês de sua reabertura –, colocou abaixo o plano da gestão estadual de fazer o local voltar a funcionar.
Desde então, a área passou a ser alvo de uma disputa judicial, no qual chegou a se determinar a penhora do centro e a suspensão de obras no local, em garantia a uma dívida trabalhista avaliada em R$ 50 milhões, da Bahiatursa, empresa pública que era ligada ao Estado.
Paralelo a isso, o abandono do lugar ainda contribuiu para ocorrências de roubos de materiais de construção no espaço, da mesma forma que aumentou a sensação de insegurança em seu entorno.