O deputado federal Mário Negromonte Júnior negou, ontem, a especulação de que poderia deixar o Partido Progressista. Nos bastidores, o comentário é que o parlamentar pularia para o grupo do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), mesmo se o PP decidisse permanecer na base do governador Rui Costa (PT). A informação, nos corredores da política, é que Negromonte Júnior estaria tão descontente que teria se recusado, até mesmo, em entrar em um evento com o chefe do Palácio de Ondina, e teria ficado com a cara de pouco amigos para líderes petistas na solenidade na qual foram entregues ambulâncias para prefeitos.
“Quando se aproximam das eleições começam várias especulações sobre a posição de deputado e do partido. Eu sou um deputado que falo muito pouco para a imprensa e as pessoas usam essa brecha para colocar palavras na minha boca. O partido tem focado suas ações em ajudar os municípios e o nosso papel é esse. Mas, eu sou um homem de partido e não posso ficar de um lado e o partido do outro. Não tem por que fazer isso. Tenho lealdade a meu partido e vou ficar até o final da minha vida. Costumo dizer que: prefiro sair da política do que sair do Partido Progressista”, afirmou, antes da reunião do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), com gestores para discutir a área da saúde, no auditório da União dos Municípios da Bahia (UPB), em Salvador.
Negromonte Júnior não é o único parlamentar do PP sobre o qual se especula a saída da sigla. O deputado federal Ronaldo Carletto também é alvo de rumores semelhantes. A diferença é que, no caso dele, não há recusa. Carletto tem negociado a sua filiação com o PR, que é comandado pelo deputado federal José Carlos Araújo, a fim de articular sua candidatura ao Senado. Caso não consiga espaço na chapa majoritária do governador Rui Costa, pode deixar o grupo para integrar a composição do prefeito ACM Neto.
Além de ir para o PR, Carletto tem trabalhado para levar para o partido seus correligionários, como Robinho, Luiz Augusto e Aderbal Caldas, Nelson Leal e Reinaldo Braga. Os aliados – Manassés, Alan Castro e Jurandy Oliveira, antigos integrantes do PSL –, com menos potencial eleitoral, Carletto articulou para que ingressassem no Pros. A escolha da sigla se deve ao fato de o trio ter pouco capital eleitoral e uma legenda menor aumentaria a chance de reeleição.