Michel Temer é hostilizado ao chegar em local de desabamento de prédio em SP

Pessoas que estavam próximas a ele atiraram objetos em direção à comitiva

Pessoas que estavam próximas a ele atiraram objetos em direção à comitiva

O presidente Michel Temer foi hostilizado ao chegar ao local onde houve o desabamento de um prédio, no Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo, na manhã desta terça-feira (1º). Ele foi recebido aos gritos de “golpista”. O prédio que pegou fogo e em seguida desabou é do governo federal.

Pessoas que estavam próximas a ele atiraram objetos em direção à comitiva, segundo informações da TV Globo. Temer falou rapidamente à imprensa e saiu do local para não ser agredido.

Segundo Temer, serão tomadas providências para dar assistência às vítimas e às famílias que ficaram desabrigadas. “A situação é dramática, tanto que aconteceu o que aconteceu. Mas nós vamos exatamente providenciar assistência àqueles que foram vítimas desse desastre. Eu não poderia deixar de vir aqui porque, afinal, eu estava em São Paulo e ficaria muito mal eu não comparecer para dar exatamente apoio àqueles que perderam suas casas.”

O prédio incendiado é do governo federal, era ocupado por famílias da Frente de Luta pela Moradia e havia servido como sede da Polícia Federal. Segundo Temer, não houve pedido de reintegração, porque as pessoas eram pobres e se encontravam em uma situação de vulnerabilidade.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou que o trabalho de remoção dos escombros vai levar pelo menos uma semana. Segundo ele, o prédio pertencia à União e 150 famílias já estavam cadastradas junto à Secretaria da Habitação. 25% eram estrangeiros.

Covas também afirmou que não cabe à Prefeitura retirar as pessoas do local. O pedido de reintegração de posse tem que ser feito pelo dono do prédio.

Neste momento, segundo Covas, 71 famílias já foram atendidas pela Secretaria de Assistência Social e 191 pessoas já foram encaminhadas para abrigos. Elas vão receber água e alimentação.

De acordo com a prefeitura, 8 prédios do entorno têm ocupações. Segundo o prefeito, em toda a cidade de São Paulo há pelo menos uma centena de prédios invadidos. Ele reforçou que a Prefeitura tenta desestimular as ocupações irregulares.

Ainda na entrevista coletiva, ao falar sobre as ações da Prefeitura no local, Covas disse: “A Prefeitura fez o limite do que poderia fazer. Não podemos obrigar as pessoas a sair”.

Homem desaparecido
Segundo o Corpo de Bombeiros, o homem que caiu do prédio em chamas durante o desabamento ainda é considerado desaparecido. A corporação ainda busca por outras vítimas. 31 viaturas e 96 homens trabalham no local. O edifício de 24 andares localizado no Largo do Paissandu, no centro de SP, desabou durante um incêndio de grandes proporções na madrugada desta terça-feira, 1º. Outro imóvel e uma igreja também foram afetados.

Segundo o secretário estadual da Segurança Pública, Mágino Alves, ao todo 270 bombeiros, policiais e agentes da Defesa Civil estão no local. Bombeiros fazem trabalho de rescaldo e remoção dos escombros. “Tudo isso precisa ser feito com muito cuidado porque há a possibilidade de pessoas estarem aí, sob os escombros”, diz Mágino Alves.

O prédio em frente ao que desabou voltou a pegar fogo. Bombeiros entraram no prédio para apagar o novo foco, que já foi controlado. Vidros foram quebrados para o vento circular dentro da edificação.

Segundo o secretário municipal de Assistência Social, Filipi Sabará, 90 famílias já foram atendidas, no total de 248 pessoas. Elas serão encaminhadas para abrigos.

Segundo o secretário municipal de Segurança Urbana, coronel José Roberto Rodrigues, de quatro a cinco prédios foram interditados no entorno do edifício que desabou.

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