Loja de grife paulistana é acusada de utilizar mão de obra escrava para produzir roupas

Uma das salas de costura da oficina dos trabalhadores (Foto: Reprodução)

Popular entre blogueiras e presente em dois shopping de luxo da cidade, o JK Iguatemi e o Cidade Jardim, a grife Amissima foi acusada de usar o serviço de duas oficinas de costura em São Paulo que contam com trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão.

Revelada pelo portal The Intercept Brasil, a investigação dos auditores da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, que aconteceu entre 6 de novembro e 13 de dezembro, descobriu que pelo menos duas das 25 oficinas que produzem para marca possuem condições precárias de trabalho. No total, nos dois endereços, um no Belenzinho e o outro na Luz, foram encontrados catorze trabalhadores, todos imigrantes de nacionalidade boliviana.

De acordo com o relatório de fiscalização do Ministério do Trabalho, os pontos de produção das peças ficam em imóveis com ambiente abafado e inseguro. As oficinas são contratadas diretamente pela Amissima, sem intermediários, e também servem como casa para as famílias que trabalham lá. Em um dos espaços, sete máquinas de costura ficam sob uma lona e um teto de isopor.

Em nota, a marca reconhece ter falhado em não fiscalizar com o máximo rigor sua cadeia produtiva e lamenta profundamente o ocorrido. Também garante que arcou imediatamente com as indenizações morais e trabalhistas das pessoas envolvidas.

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