
“Vamos enfrentar muita merda quando voltarmos ao Brasil”, disse Wagner Moura, três horas antes de exibir seu primeiro filme como diretor, “Marighella”, no Festival de Berlim.
Ele se referia à repercussão que o longa vai gerar ao estrear no país. A história acompanha os últimos anos de vida do guerrilheiro de esquerda que pegou em armas contra a ditadura militar.
A obra ainda não tem data de lançamento nos cinemas brasileiros. Em conversa com os jornalistas na capital alemã, a produtora Andrea Barata Ribeiro afirmou ter ouvido de responsáveis pela distribuição do título, que “o momento não é adequado”. “Mas a gente acha que é totalmente adequado. E se necessário, faremos um lançamento independente”, disse.
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