
O adolescente de 17 anos apreendido nesta sexta-feira (15) pela Polícia Civil por suspeita de participar do planejamento do massacre na Escola Professor Raul Brasil, em Suzano, havia concedido uma entrevista exclusiva ao programa Balanço Geral SP, da Record TV, na última quinta. No entanto, o jovem não revelou na gravação o envolvimento com os assassinos na elaboração do plano criminoso e se apresentou apenas como uma testemunha da tragédia.
“A gente gostava bastante de videogame, bastante de armas. A gente sempre gostou bastante de armas. Basicamente isso. Ele era quieto, mas era querido. Ele não sofria bullying. Ele era o cara que fazia bullying”, revelou o adolescente com exclusividade ao apresentador Matheus Furlan.
‘Ele queria matar mais. Pelo menos 50’, diz 3º suspeito do massacre em Suzano
O jovem disse ainda que a intenção dos assassinos era matar ainda mais pessoas. “Tudo o que ele fez, etava planejando. Pela munição que levou, ele queria matar mais pessoas. Pelo menos 50 mortos”, revelou.
A irmã do adolescente ajudou no planejamento do ataque teria sido poupada por um dos assassinos durante a invasão à escola Raul Brasil, na última quarta. “Eu acho, inclusive, que ele deixou ela (irmã) sair. [Meus pais] Choraram bastante.”
O rapaz acredita que Guilherme pode ter se inspirado no massacre de Columbine, nos Estados Unidos, ocorrido em 1999, quando 15 pessoas morreram, incluindo os dois atiradores.
“Ele gostava bastante de um caso nos Estados Unidos, da escola Columbine, que jovens entraram lá e mataram muita gente. Ele falava ‘se eu entrava naquela escola, eu fazia isso, isso e isso”.
Depoimento
O jovem chegou ao Fórum da cidade por volta das 11h desta manhã, acompanhado da mãe e de um delegado da Polícia Civil para ser ouvido por representantes do Ministério Público do Estado.
Policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do adolescente, após determinação da Justiça. A partir do depoimento concedido ao MP, será decidido se haverá internação. Em virtude das determinações do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), o processo tramita em segredo de Justiça.
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Troca de mensagens com assassino
Funcionários do estacionamento no qual os assassinos deixavam o carro alugado para a ação – e onde planejavam o crime – contaram em depoimento à polícia que viram três pessoas.
O jovem se comunica com Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, por mensagens no WhatsApp. Na conversa, ambos falam sobre treinamento em um estande de tiros.
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