
Veja perguntas e respostas sobre a ação policial que prendeu quatro pessoas
Menos de dois meses depois de iniciadas as investigações, a Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira (23) quatro pessoas suspeitas de invadir a conta no aplicativo Telegram do ministro da Justiça, Sergio Moro , do desembargador do TRF-2 Abel Gomes e de mais três autoridades. Na chamada Operação Spoofing, a polícia fez busca e apreensão em sete endereços dos investigados em São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto.
As ordens de prisão foram expedidas pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, onde foi aberta a investigação. Depois de presos, os suspeitos — três homens e uma mulher — foram transferidos para a capital federal, e já na noite de desta terça-feira (23) a prestaram depoimento aos policiais.
Qual o objetivo da operação Spoofing, da Polícia Federal, que levou a prisão de quatro pessoas?
Obter provas relacionadas à invasão de contas do aplicativo Telegram utilizadas pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o desembargador Abel Gomes (do Tribunal Regional Federal da 2ª Região); o juiz federal Flávio Lucas (da 18ª Vara Federal do Rio) e os delegados da PF Rafael Fernandes (lotado na Superintendência da Polícia Federal paulista) e Flávio Vieitez Reus (atua na PF de Campinas). O nome do procurador Deltan Dallagnol não consta no mandado de busca e apreensão.
A ação da PF tem relação com os vazamentos de conversas entre o ex-juiz Sergio Moro e coordenador da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol, segundo divulgado pelo site The Intercept Brasil ?
Ainda não há indício de relação direta. Ainda assim, há suspeita de que os detidos tenham atuado na invasão da conta do ministro da Justiça, Sergio Moro, no aplicativo Telegram.
O que significa “Spoofing” ?
O nome faz referência a “um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é”.
Caller ID Spoofing é uma técnica que faz um celular, ou mesmo um computador ligado à rede de telefonia, fingir ser o smartphone com aquele determinado número. O hacker fingiu, por exemplo, estar com o número de Moro. Ou de Dallagnol.
A partir daí, o que mais provavelmente ocorreu foi que, com este simulador de celular operacional, requisitou ao Telegram fazer uma nova instalação do app. Como quem muda de smartphone, mantem o mesmo número, e reinstala o WhatsApp. O Telegram pede um código de confirmação para permitir a instalação, que pode vir por SMS ou correio de voz.
O que se sabe sobre os presos?
Três dos quatro presos já foram identificados: Gustavo Henrique Elias Santos, de 28 anos, que trabalha como DJ e já respondeu por porte ilegal de arma; sua esposa, Suelem; e Walter Delgatti Neto. Outro suspeito é conhecido em Araraquara pelo envolvimento em golpes na internet.
O que a investigação pode esclarecer ?
Quem está por trás da invasão das contas do aplicativo de autoridades. Além disso, a polícia tenta descobrir se a ação foi planejada e organizada e sua motivação.
O que deve ser feito com os equipamentos apreendidos durante os mandados de busca e apreensão?
Os equipamentos passarão por perícia. A polícia fará uma devassa em todo o conteúdo de computadores e celulares. A ideia é vasculhar principalmente trocas de mensagens e descobrir eventuais números suspeitos com os quais os presos se comunicavam.
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