Novo coronavírus: Brasil 1.866.176 de infectados. Mortos: 72.151. No mundo 12.945.505, de infectados, com 571.444, quase três populações do tamanho de Camaçari, de mortos.
O prefeito de Salvador ACM Neto (DEM), afirmou que em novembro decidirá se haverá o Carnaval do ano que vem. Disse o gestor da capital baiana, que o “deadline é novembro”, ou seja, que novembro é o prazo limite para o anuncio de se haverá ou não o evento, já que a preparação para o Carnaval exige meses de antecedência.
Em entrevista à CNN/Brasil, neste domingo (13), ACM neto, com o fim de evitar o cancelamento da festa, ventilou que sugerirá aos prefeitos das cidades onde a festa acontece, inclusive os do Rio de Janeiro e de São Paulo, o adiamento para “maio ou junho”.
ACM Neto disse que só fará o Carnaval em fevereiro, se houver “segurança”, se referindo a uma possível vacina que venha a ser desenvolvida e liberada [espera-se que com a intenção da eficácia comprovada ]para uso até então.
Ocorre que a Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que, sobre o combate à Pandemia do Covid-19, “demasiados países estão indo na direção errada”, e que a situação pode “piorar, piorar, e piorar”, e ainda que “a erradicação do novo coronavírus é improvável”.
Sobre o cuidado com os povos de todo o mundo, versa a Constituição da OMS que é dever da Organização cuidar ‘do estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente da ausência de uma doença ou enfermidade”, o que parece não rezar na mesma cartilha o prefeito de Salvador, bem informado que certamente ele é, já que supostamente também cuida de gente.
Não sendo de mais o registro de que a contaminação pelo novo coronavírus, que teve início em novembro de 2019, começou a avançar pelo mundo entre dezembro do ano passado e janeiro desse ano; e mesmo assim, em fevereiro, o Carnaval, que atrai gente de todo canto da Terra, aconteceu. E para quem não sabia, em março, logo no mês seguinte, com já 114 países registrando pessoas contaminadas, a OMS decretou que vivíamos uma Pandemia.
ACM Neto, carnavalesco nato que é, conforme disse, e que em dezembro próximo encerará seu mandato à frente da prefeitura de Salvador, e que não se toca da contradição que protagoniza, quando não pensa numa alternativa que permita a sobrevivência de lojistas que podem limitar a quantidade de clientes a serem atendidos por vez, somado aos demais cuidados indicados pelos setores de Saúde, cujo cumprimento podem ser exigidos, como checagem de temperatura e o distanciamento mínimo entre pessoas, disse que pretende transferir para maio ou junho o Carnaval, “sem que comprometa os festejos juninos”, isto mesmo com as previsões da OMS – que aponta que quanto mais distante uma pessoa da outra melhor. O que, pelos planos do entrevistado da CNN desse domingo, quando o assunto é Carnaval, é o mesmo que dizer que “vá por aí que eu vou por cá”, ou algo do tipo ‘quanto mais gente junta borrifando saliva na cara da outra melhor’.
E viva a folia, à bem da suposta Economia. E se você não morrer, sorria.
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