GRAVE: Professora Angélica denuncia reformas “de fachada” em escolas municipais

Vereadora Professora Angélica (PT) e o Vereador Tagner Cerqueira (PT) (Foto: Montagem/Redação CFF)
Vereadora Professora Angélica (PT) e o Vereador Tagner Cerqueira (PT) (Foto: Montagem/Redação CFF)

A prefeitura de Camaçari tem divulgado informações sobre reformas e adequações em escolas do município. No entanto, de acordo com o averiguado pela vereadora Professora Angélica (PT) algumas dessas intervenções são apenas “de fachada”.

Nesta semana a vereadora ganhou destaque nas redes sociais após denunciar um episódio de agressão física por parte de um servidor do município, quando ela tentava fiscalizar mais uma das supostas escolas reformadas. Nesta quinta-feira (05), em entrevista à TV Aratu, ela revelou o motivo por trás das agressões.

Documentação?

“Existe um descaso muito grande do município com nossas escolas e, infelizmente, quando eu chego para fiscalizar sou recebida dessa forma. Essa não é a primeira vez. Na Prefeitura Avançada, se eu não estivesse com segurança ele [o zelador] teria me batido, dizendo que eu não poderia fiscalizar. Teve outra escola que eu fui agredida verbalmente; eles dizem que eu não posso fiscalizar, que eu tenho que ter uma documentação”, narrou a vereadora.

Perseguição

“Inclusive eles dizem o seguinte, que enquanto o prefeito ou a secretária de Educação não emitirem uma nota autorizando, eles não vão permitir, porque depois eles são perseguidos”, relatou Angélica. No caso mais recente, ainda de acordo com a vereadora, o funcionário é concursado e revelou que a perseguição se dá na forma de transferência de posto, realocando os funcionários para locais mais distantes das suas residências.

Maquiagem

“Agora, porque isso tudo? Porque eles estavam pintando uma parede sem rebocar e eu comecei a questionar. Quer dizer que a reforma é essa? Nas escolas que eu chego, que diz que está reformada, mas não estão realmente e eu tento fiscalizar, eu sou barrada. Precisamos que isso acabe”, denunciou Angélica, que é professora e administradora de uma das escolas mais respeitadas da cidade.

Corriqueiro

Há três semanas, a vereadora postou em seu perfil do Instagram vídeos com uma denúncia semelhante, em uma escola no Parque Verde II. Na unidade, segundo ela, apesar de a prefeitura anunciar reformas, nada havia sido feito “Estive aqui há mais ou menos dois meses e está tudo igual”, contou.

Na mesma unidade, ainda segundo a parlamentar, a vice-diretora, cujo nome não foi divulgado, tentou impedir a filmagem e se recusou a abrir o portão de acesso à quadra poliesportiva.

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