Governo cancela reunião com caminhoneiros e paralisação segue indefinida

Não está descartada paralisação nas próximas semanas pelo alto do valor do combustível e do Auxílio-Brasil de R$ 400, considerado insuficiente (Foto: Reprodução)
Não está descartada paralisação nas próximas semanas pelo alto do valor do combustível e do Auxílio-Brasil de R$ 400, considerado insuficiente (Foto: Reprodução)

A Secretaria Especial de Articulação Social do governo Bolsonaro cancelou a reunião marcada com o deputado Nereu Crispim (PSL-RS), presidente da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, e outros representantes dos caminhoneiros, que aconteceria nesta quinta-feira (28).

O motivo foi a divulgação na imprensa de que o encontro teria a presença de ministros do governo, o que foi desmentido pela secretaria.

O cancelamento foi confirmado pela chefe de gabinete do órgão, Katia Maria Veras Braga, em mensagem enviada a Crispim e demais lideranças dos caminhoneiros.

Desta forma, não está descartada pela categoria uma paralisação nas próximas semanas, pelo alto do valor do combustível e do Auxílio-Brasil de R$ 400, considerado insuficiente.

“Os R$ 400 que eles estão oferecendo é esmola para o caminhoneiro”, diz o deputado que presidente a Frente que representa a categoria.

Outro agravante é o desgaste dos caminhoneiros com o ministro Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, que até o momento era quem coordenava todo a diálogo entre o governo e os trabalhadores.

Segundo Crispim, desde 2018 que Tarcísio assumiu a posição, mas não promove nenhum avanço.

“A única pessoa que não queremos que participe de uma reunião com caminhoneiros é ele. Não fez nenhuma entrega por caminhoneiros autônomos. Fazemos questão de que não participe. Ele se dizia autorizado pelo governo para tocar essas pautas e nunca resolveu nada, desde 2018. Sempre conversa fiada”, destaca.

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