De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), de 1º de novembro de 2021 até a última terça-feira (18), foram registrados 2.184 casos de Influenza A, do tipo H3N2, distribuídos em 193 municípios. Desse total, 454 evoluíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e necessitaram de internação sendo que 100 pessoas não sobreviveram à infecção.
Sem vacina
Enquanto a vacina contra a covid-19 continua sendo alvo de debates, cerca de um ano após o início da vacinação, a vacina contra Influenza já faz parte do calendário anual de vacinação de adultos e crianças, sendo aceita pela maioria da população. Infelizmente, a versão para a campanha 2022 do imunizante ainda está em fase de produção.
Anualmente, a vacina contra gripe é atualizada, para cobrir as novas variantes do vírus que surgem.
Tudo igual
No entanto, assim como a covid-19, a H3N2 é uma infecção respiratória causada por um vírus, ou seja, os cuidados preventivos são exatamente os mesmos adotados desde o início da pandemia: utilizar máscara e álcool em gel; lavar as mãos várias vezes ao dia, principalmente antes de consumir alimentos; evitar tocar a face e mucosas de olhos, nariz e boca; cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; manter os ambientes bem ventilados; evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas de gripe; evitar aglomerações e ambientes fechados. Além disso, também é recomendado adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos não alcoólicos.
Ali do lado
Dos casos de morte por H3N2 registrados na Bahia, apenas um aconteceu em Camaçari. No entanto, 50,54% dos infectados são residentes em Salvador, cidade onde centenas de milhares de Camaçarienses transitam diariamente. Ou seja, o perigo está, literalmente, ali do lado e vale manter todos os cuidados, não só ao viajar para a capital, mas em todos os ambientes.