Vereadores se posicionam contra o machismo e a violência contra a mulher

Vereadores cobram enfrentamento pelo fim da violência contra a mulher
Vereadores cobram enfrentamento pelo fim da violência contra a mulher

A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil. Os dados são das Secretarias de Segurança Pública de todo país. Como apenas uma média de 30 a 35% dos casos são registrados, acredita-se que essa relação pode ser de “um estupro por minuto”. Essa triste realidade foi evidenciada na última semana depois da denúncia de que 33 homens teriam estuprado uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro. O caso que gerou comoção e revolta mostra um cenário alarmante: só em 2014, foram 47, 6 mil mulheres violentadas no país. O caso e as punições para esse tipo de violência foram discutidos na manhã de terça-feira (31), na Câmara de Vereadores de Camaçari.

Através da Moção Nº 031/2016, de autoria do vereador Marcelino (PT), os vereadores repudiaram “o ato criminoso, de violação do corpo de uma jovem mulher carioca, agredida, moral, física e psicologicamente por mais de trinta homens na cidade do Rio de Janeiro – RJ, e que teve sua vida exposta no último dia 25 de maio”.  “Nada justifica uma relação sexual sem permissão das partes”, declarou Marcelino.

A matérias rendeu vários posicionamentos, dentre eles o depoimento do vereador Otaviano Maia (PT), que relatou um problema de violência vivido na própria família. “Eu comecei a aprender lutas marciais para defender a minha mãe, porque a minha mãe apanhava dos namorados. Isso é uma coisa que acontece dentro dos lares, uma coisa que acontece todos os dias”, revelou o vereador. Segundo ele, o caso debatido é uma explosão de um problema que está presente todos os dias no país, cujo enfrentamento sofreu uma grande perda com o fim do Ministério das Mulheres.

Júnior Borges (DEM), falou sobre a objetificação da imagem feminina e do machismo. Ele defende que seja debatido o papel de cada pessoa como ser humano. “Nós precisamos nos entender como seres humanos, onde um tem que cuidar do outro, não fazer mal ao outro. A ideia vem desse viés, de um cuidar do outro”, afirma o democrata.

Quem também se posicionou sobre os direitos das mulheres foi a deputada estadual Luiza Maia (PT), que falou na Tribuna Cidadã sobre a importância das políticas públicas para o gênero e o papel da mulher na política. “A política não é um espaço que recebe bem a mulher, é um ambiente hostil”, avaliou a deputada. Luiza aproveitou o espaço para declarar apoio à vereadora Professora Patrícia (PT), única mulher na Casa.

Após algumas sessões tumultuadas, os vereadores também se posicionaram sobre assuntos políticos e de aproximação com os mandatos nos Assuntos Gerais. A sessão se estendeu às 14:30.

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