O governo provisório de Michel Temer já é comparado por lideranças tucanas a um Titanic, em razão do descalabro das contas públicas e da queda acentuada da economia – uma recessão, diga-se de passagem, provocada pelo golpe liderado pelo PSDB e por Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Leia, abaixo, nota de Natuza Nery, no Painel:
Não fico em titanic O cabo de guerra entre o PSDB e o Planalto sobre os reajustes salariais para carreiras do funcionalismo público não será capaz de provocar o rompimento do partido com Michel Temer. Mas tucanos admitem que a relação acumula desgastes e mandam recado: o grande teste de governabilidade será a votação da PEC que estabelece um teto de gastos ao poder público. Se a medida não passar no Congresso, ou se sair dele totalmente desfigurada, a legenda deve pular fora do barco.
Natuza também registrou uma frase dita pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) no cafezinho do Senado. “Queremos romper com o governo? Se for isso, temos bom motivo. Melhor botar a bola no chão e falar depois do impeachment”, disse ele a um grupo de tucanos.