Alckmin torrou R$ 15,6 milhões em parque tecnológico abandonado

Projeto do primeiro mandato de Geraldo Alckmin (PSDB) e anunciado no longínquo ano de 2002 , o “futuro Vale do Silício paulistano”, como era chamado na década passada, tem 286 mil m² no papel –em áreas da secretaria estadual de Desenvolvimento e Ciência, da USP e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, o IPT, no Jaguaré. Pouco, porém, aconteceu nos 15 anos seguintes.

O formato mudou diversas vezes: primeiro, teria uma incubadora para empresas iniciantes de tecnologia, as chamadas startups; depois, seria uma aceleradora para desenvolver as mesmas. O projeto atual é de atrair grandes empresas, especialmente nas áreas de saúde, farmacêutica e tecnologia da informação.

A construção do prédio que é a sede administrativa do parque também se arrastou. O projeto inicial era de R$ 3,1 milhões, em 2002. O último, terminado em 2015, saiu por R$ 15,6 milhões. Tem 6.000 m² –os outros 40 mil m² no terreno da secretaria, vazios, servem de estacionamento para funcionários.

Empreendedores e mentores da área tecnológica dizem que o modelo de parque tecnológico já está ultrapassado.

“Pode ser útil para cidades pequenas, que queiram atrair empresas que jamais iriam para lá, mas para São Paulo chegou tarde demais”, diz o empreendedor Luiz Candreva, mentor das StartupWeeks, eventos com jovens empresários de todo o Brasil. “O que empresas grandes e pequenas querem hoje é centralidade, densidade e vizinhança.”

 

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