
A Odebrecht tinha, em 2014, nada menos que 276 mil empregados. Hoje tem 48 mil e é certo que boa parte deles será dispensada como consequência do processo de recuperação judicial que a empresa apresentou hoje à Justiça, para reestruturar pouco mais de 51 milhões em dívidas, além de outros 20 que ficam lastreados nas ações que possui da Brakem.
Os seus donos, porém, bem como o seleto grupo de 79 executivos que receberam da própria empresa, em média, R$ 15 milhões para fazerem suas – literalmente – delações premiadas seguem todos eles muito bem.
O patriarca da empresa, Emílio, e o filho, Marcelo, tem gordos patrimônios privados. Emílio tem patrimônio pessoal estimado em perto de R$ 2 bilhões. A Istoé, em dezembro, estimava que Marcelo tinha uma retirada mensal de R$ 10 milhões das empresas que possuía, excetuada a Odebrecht.
Quase 230 mil pessoas, porém, perderam os empregos.
O país perdeu uma empresa capaz de competir no exterior e gerar demanda de trabalho, produção e vendas no mercado interno.
A pergunta simples é: por que não se optou por intervir na empresa, preservando-a sem preservar seus dirigentes, e se preferiu destruí-la?
Também é simples a resposta: porque destruir Lula e destruir o Brasil foram e são objetivos que não se separam.
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