Alvos da Lava Jato vão à posse de Alexandre de Moraes no STF

Em meio a uma plateia de políticos alvo das investigações da Lava Jato, o ministro Alexandre de Moraes tomou posse nesta quarta-feira, 22, no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Ele assume a vaga de Teori Zavascki, morto em janeiro, e herdará os 6,9 mil processos do gabinete do antecessor – já excluído o acervo da Lava Jato, redistribuído para Edson Fachin.

A cúpula ligada ao Palácio do Planalto, incluindo ministros de Estado citados nas delações da Odebrecht, preencheu o plenário do Supremo para prestigiar a posse do ministro escolhido pelo presidente Michel Temer.

Estiveram presentes Eliseu Padilha (Casa Civil), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades – todos citados nas delações da empreiteira. Entre os mencionados pelos executivos da Odebrecht também estavam na plateia o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE); além dos senadores José Serra (PSDB-SP e Aécio Neves (PSDB-MG).

Parte da plateia já é investigada na Lava Jato, como o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB); o ex-presidente José Sarney (PMDB); o senador Edison Lobão (PMDB-MA); o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ Francisco Falcão e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU Raimundo Carreiro. Após receber cumprimentos, Moraes falou rapidamente, mas se esquivou de perguntas sobre a Lava Jato e sobre sua participação em eventuais julgamentos relativos à investigação.

“Não vou comentar nenhum outro assunto que não a posse”, disse. O ministro, no entanto, respondeu à pergunta sobre se a presença de investigados lhe causaria algum constrangimento: “(Para A posse são convidados membros de todos os Poderes”.

Moraes disse que assume o cargo “com muita felicidade, muita honra, muita responsabilidade e com absoluta convicção de que o meu trabalho pode auxiliar o Supremo” no caminho que a Corte trilha “na defesa dos direitos fundamentais, no equilíbrio entre os poderes, no combate à corrupção, no combate à criminalidade, que também é função do Poder Judiciário”.

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