
Armados de livros lápis, estudantes de todo o país deram início nesta quarta-feira (10) ao 57° Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), que acontece até domingo (14), em Brasília.
A noite de abertura consolidou a defesa da educação e o enfrentamento às políticas de Bolsonaro com o lançamento da campanha ”Mais livros e menos armas”.
Estudantes desfilaram pelo auditório do Centro Comunitário Athos Bulcão, na Universidade de Brasília (Unb), com estandartes de diversas obras importantes da literatura brasileira: Morte e Vida Severina, Capitães de areia, O Cortiço, Memórias Póstumas de Brás Cubas percorriam o espaço ao som do auditório que em cantava em uníssono ”não é mole não, tem dinheiro pra milícia, mas não tem pra educação!”.
Para a presidenta da UNE Marianna Dias, este foi o início de um congresso de resistência em nome dos direitos do povo brasileiro.
”Eles querem balas e nós queremos amor. Contra os tiros que estão matando a nossa juventude negra e pobre vamos fazer com que esse Conune seja histórico. Esse governo precisa saber que enquanto eles tiram os direitos do povo com essa reforma da previdência, Brasília vira a capital dos estudantes”, falou dando as boas-vindas aos participantes.
Presente na cerimônia, o presidente da Andifes Reinaldo Centuducatte afirmou se lembrar do congresso de reconstrução da UNE, realizado em 79, e destacou as semelhanças nas lutas de ontem e nas lutas de hoje.
”Em 79 tivemos um movimento de extrema importância para varrer para longe a ditadura. Hoje temos de novo essa necessidade: a democracia está em risco. Temos que colocar para fora essa política que não leva em consideração a maioria da população brasileira. Por isso, que esse Conune seja um Conune de muito sucesso e que saiamos daqui com mais disposição e boas energias para enfrentar as lutas que nos aguardam”, disse.
Antônio Rangel da Associação Brasileira dos reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) resgatou a memória de importantes figuras do movimento estudantil para saudar este novo congresso.
”O mesmo sangue que corria nas veias de Honestino Guimarães e Edson Luís é o sangue que pulsa nesse Congresso. Estamos aqui por eles e em nome de todos e todas que acreditam ser preciso construir um novo futuro para este país”, enfatizou.
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