Atirador ‘não gostou de ser fechado’, diz mãe de garoto morto em briga de trânsito

Um garoto de 6 anos morreu depois de uma briga de trânsito na Estrada do Campinho, no Rio de Janeiro, na madrugada de domingo (9). Bryan Eduardo Mercês foi atingido dentro do carro onde estava com os pais, a tia e a irmã mais nova. Ele acabou não resistindo aos ferimentos.

A mãe de Bryan, Flávia Riccielli, 23 anos, contou ao Extra que o motorista que atirou emparelhou o carro onde a família estava, mostrou a arma, um revólver calibre 38, e disse que o marido dela, Christian Lopes de Camargo, 23, motorista do veículo, tinha feito “merda”. ” Estávamos passando pela Estrada do Campinho num horário muito perigoso. Era de madrugada e ali tem muito assalto. Não dá para ficar parado em sinal. Só que na altura de um posto de gasolina, havia um carro no cruzamento. Meu marido freou bruscamente e fez certo, se não, iríamos bater. O homem não gostou de ser fechado. Deve ser porque estava num carro novo. E quis brigar, parou o carro, mostrou a arma, disse que meu marido estava fazendo merda”, contou.

Segundo Flávia, ela estava sentada atrás com Bryan e a filha Jullyene Vitória. O marido dirigia o carro e a cunhada ia no banco de passageiro. No carro do atirador, segundo ela, também havia uma mulher, que tentou impedi-lo de fazer os disparos. O marido de Flávia arrancou depois da discussão e ela afirma que nem chegaram a ouvir os tiros, mas logo perceberam que as duas crianças estavam feridas.

Um dos tiros atingiu Bryan nas costas – a bala passou por seu corpo e acabou pegando na perna da irmã mais nova. Os dois foram socorridos para o Hospital Municipal Rocha Farias, mas Bryan morreu. Jullyene passa bem. “Estamos destroçados. Esse homem acabou com a nossa família. Amava muito meu filho mais velho”.

O criminoso dirigia um Gol quatro portas, branco, com insulfim escuro. Ele ainda não foi identificado e a polícia pede que quem tiver informações sobre o caso faça denúncia.

 

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