Ato em Salvador pede justiça após morte de jovem em supermercado

No protesto, manifestantes levaram cartazes com os dizeres 'vidas pretas importam' e 'a cada 23 minutos um jovem negro é morto no Brasil' (Fotos: Felipe Iruatã | Ag. A TARDE)

“Povo negro unido, povo negro forte. Que não teme a luta e não teme a morte”. Com palavras de ordem e intervenções artísticas, cerca de 500 manifestantes protestaram na tarde desta segunda-feira, 18, no supermercado Extra da avenida Paralela, em Salvador, pela morte do jovem Pedro Henrique Gonzaga, de 19 anos, asfixiado por um segurança na unidade da rede, situada na Barra da Tijuca, na zona oeste.do Rio de Janeiro.

O caso aconteceu na última quinta, 14, e foi alvo de discussão no País, depois que as imagens viralizarem na internet. Segundo testemunhas, o segurança Davi Ricardo Amâncio, de 32 anos, atacou Pedro com um mata-leão (golpe de estrangulamento no pescoço), durante uma confusão na loja.

Diversos movimentos negros, como coletivos e organizações, estiveram presentes na manifestação. Policiais militares foram ao local e acabaram virando alvo de protestos. Os militantes fizeram memória à ‘chacina do Cabula’, ocorrida em 2015, quando 12 pessoas, entre elas quatro adolescentes, morreram baleadas após suposto conflito com soldados da PM.

Além de Salvador e Rio de Janeiro, os pedidos de justiça pela morte do jovem no supermercado Extra também aconteceram nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza e Campo Grande.

Mobilização chamou a atenção para a violência contra um jovem negro de 19 anos (Fotos: Felipe Iruatã | Ag. A TARDE)

Manifestantes realizaram protestos em algmas cidades do País (Fotos: Felipe Iruatã | Ag. A TARDE)

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