Na nota geral, a Bahia alcançou 42,3 pontos, ficando na 20º posição do ranking e abaixo da média Brasil, que foi de 50,2 pontos. Na avaliação anterior, o índice Bahia tinha nota 50,6 e havia ficado em 14º lugar entre os estados. Segundo o presidente do CLP, Luiz Felipe d’Avila, ficou constatado que, de 2015 a 2016, a Bahia piorou em todos os pilares avaliados. “Enquanto outros estados do Nordeste, como Pernambuco e Ceará, cresceram e avançaram no ranking, a Bahia registrou queda em todos os indicadores”, destacou.
Para o economista da Tendências Consultoria, Adriano Pitoli, os índices de evasão tanto no ensino médio quanto no fundamental puxaram a Bahia para baixo, assim como o crescimento insuficiente da população em idade de trabalhar. Enquanto que no ranking de 2015 a taxa de abandono teve nota de 45,1 (ensino fundamental) e 67,7 (ensino médio), no ranking deste ano a avaliação caiu para 34,0 (ensino fundamental) e 46,6 (ensino médio).
Quanto ao pilar potencial de mercado, a taxa de crescimento que teve nota 64,3 (2015) caiu para 30,7 (2016). “É grande a proporção de crianças e jovens que não terminaram o ensino fundamental e médio. Talvez um desafio imediato para o estado seja melhorar o seu desempenho na educação. Com relação ao ambiente de negócio, o crescimento baixo da força de trabalho é determinante para estimular a competitividade”, afirmou Pitoli.
O cenário de perda de confiabilidade, no entanto, se reflete em todo o país, como pontua ainda o presidente do CLP. “Com a crise, a perda de competitividade se tornou um problema nacional. Mesmo os estados que estão no primeiro lugar do ranking caíram em relação ao índice anterior. O levantamento mostra esse esforço para recuperar a confiabilidade e o ambiente de negócio”, avaliou d’Avila.