
Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE
“Que bom seria se eles deixasse a gente cortar o cabelo do pessoal lá”, apesar da manchete da matéria, a frase não é de hoje, mas de publicação do ano passado, quando um homem, barbeiro, Edmilson Teixeira Santos (34), acompanhado de Adeníso Roberto (24), no mesmo ambiente onde se encontrava o diretor do Camaçari Fatos e Fotos (CFF), Antônio Franco Nogueira, fez o comentário se dirigindo à administração do Hospital (HGC), numa referência aos pacientes masculinos internados e à permissão da direção para acesso à pessoas necessitadas dessa caridade.
E para nossa surpresa, com a mudança da direção, a dupla que, como o diretor do CFF, é cristã evangélica, voltou a ser impedida de ter acesso às pessoas internadas, das quais uma vez por mês, depois de conseguida a sofrida permissão, vinha amenizando o sofrimento, melhorando a autoestima, dos que conseguiam atender, como disse, uma média de 20 pacientes em cada visita.
Mais uma vez com o diretor do portal, Teixeira aproveitou para pedir para que os ajudasse, pois já há dois meses que ele, que diz ter “ouvido a voz de Deus” lhe mandando que fizesse tal caridade, juntamente com seu colega de profissão, o “irmão Adenísio”, vem tentando acesso à nova diretoria da unidade médica, sem sucesso algum.
“Se eles deixarem eu vou lá todo mês cortar o máximo de cabelo que eu puder, o problema é o tempo”, disse à época da primeira publicação, em outubro do ano passado, afirmando agora, que quando cortava o cabelo dos pacientes, além da alegria que notava “pela reação do pessoal”, ouviu de um deles, que “estava orando pra Deus mandar alguém cortar o meu cabelo, e hoje você aparece aqui”, o que deixa claro, com o novo impedimento, que o que está faltando é sensibilidade humana à alguns.
Os homens, que nada mais querem do que cumprir um papel social, e que como agravante moram em Monte Gordo, de onde tem saído há quase dois meses para tentar acessar a direção do hospital para isso, afirmou que como tem acontecido, também nesta segunda-feira, 25, dia que teria ouvido de alguém que comparecessem à unidade hospitalar onde seriam encaminhados à administração, esperou das 8h30 às 12 horas, sem qualquer sucesso, mas que, ainda com esperanças, deixou o telefone com “alguém que estava na recepção”, de quem teria ouvido que “vai dar tudo certo”.

Veja também:
Barbeiro “ouve a voz de Deus” e faz a alegria dos cabeludos internados em hospital de Camaçari