Brasil tem 1,3 milhão de adolescentes em situação de trabalho infantil

Levantamento foi intitulado
Levantamento foi intitulado

Dados divulgados pela Fundação Abrinq com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

O Brasil tem cerca de 1,3 milhão de adolescentes de 12 a 17 anos em situação de trabalho infantil, segundo dados divulgados pela Fundação Abrinq com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2002 a Organização Internacional do Trabalho (OIT), ligada à ONU, instituiu o dia 12 de junho como o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil para conscientizar sociedade, governos e empresários.

Segundo a Abrinq, trabalho infantil refere-se a ocupações em desacordo com a legislação brasileira à faixa etária.

No Brasil, adolescentes maiores de 16 anos podem trabalhar, mas com restrições. Já os de 14 e 15 anos só podem trabalhar como aprendizes.

O levantamento, intitulado “O Trabalho Infantil a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral” mostra que 86% de adolescentes entre 14 e 17 anos que estão no mercado de trabalho encontram-se em situação de trabalho infantil.

A porcentagem refere-se a 2021.  No ano anterior, a taxa era de 84,8%. Segundo a Abrinq, foi percebida também elevada proporção que ocupa as piores formas do trabalho infantil.

“Na média dos quatro trimestres de 2021, mais de 44,8% dos adolescentes de 14 a 17 anos de idade que estavam ocupados realizavam atividades prejudiciais à saúde, ao desenvolvimento e à moralidade”, disse a fundação, em nota.

Victor Graça, gerente executivo da Fundação, afirmou que há inúmeras consequências e riscos para adolescentes em situação de trabalho infantil, entre elas, o desempenho escolar prejudicado.

“Na saúde, a exposição a lugares sujos, a manipulação de objetos cortantes e o extremo esforço físico exigido por certas atividades pode prejudicar o crescimento físico e gerar questões maiores como amputações de membros, sequelas psicológicas ou até mesmo óbitos”, explica.

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