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Após muitos atrasos e contratempos, a operação da BYD em Camaçari está longe ser iniciada. Agora o novo empecilho é um entrave burocrático que impede que um lote de peças e componentes saia do porto de Salvador rumo à planta. Informações divulgadas em sites especializados do setor automotivo estimam que cerca de 10 mil kits estão presos há pelo menos 10 dias no local.
No terminal portuário estão retidos conjuntos de kits, chamados módulos pela BYD, suficientes para montagem de 9,8 mil carros em Camaçari, o que estaria atrasando o início da produção na planta instalada no município.
Com mais esse atraso, antes mesmo de iniciar a produção nacional, os funcionários já contratados pela BYD em Camaçari poderão ganhar suas primeiras férias coletivas. Apesar de representar uma perspectiva estranha, essa é a possibilidade que está sendo cogitada informalmente pela BYD se o lote de peças não sair do porto baiano.
O secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Augusto Vasconcelos, comentou sobre o assunto e informou que as peças estariam presas no porto da capital devido à necessidade de mudança do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) pela empresa, de Campinas para Salvador, garantindo que a empresa consiga utilizar as cotas de importação visando o início da fabricação dos veículos.
O secretário revelou ainda, que o governo estadual tem empenhado esforços para resolver o problema, que depende da esfera federal. O principal bloqueio para liberar a carga é que o volume excede a cota determinada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e isso estaria gerando um entrave no processo.
Oficialmente, a BYD já confirmou o lote retido, no entanto, ainda não mencionou o motivo e nem a possibilidade de férias, veiculadas em diversos canais de informação.