Apesar de maioria de a maioria do eleitorado municipal ser formada por mulheres, candidaturas femininas seguem relegadas na Câmara de Vereadores.
De acordo com estatísticas atuais do Tribunal Regional Eleitoral – seção Bahia (TRE-BA), Camaçari conta com 179.126 eleitores, dos quais 82.333 são homens (45,96%) e 96.793 (54,04%) mulheres. Na Câmara de Vereadores, infelizmente, a proporção sequer se aproxima.
Das 21 vagas na Casa Legislativa para o mandato de 2021 a 2024, apenas duas serão ocupadas por mulheres: Fafá de Senhorinho e Professora Angélica, eleitas pelo DEM e PSB, respectivamente, somam 2.128 votos. Ou seja, apenas 2,2% das mulheres camaçarienses votam em mulheres, para vereadoras.
Embora a eleição de Fafá de Senhorinho e Professora Angélica, após 4 anos sem representatividade feminina na Casa Legislativa, seja motivo de comemoração, suscita novamente a questão: porque, ainda que acumulando perda de direitos, as mulheres de Camaçari seguem elegendo homens?
Fica o espaço aberto para sociólogos e cientistas políticos que queiram explicar a conjuntura por trás dos números.
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