Economia – Camaçari Fatos e Fotos https://bkpcff.mateusorrico.com.br Fri, 31 Oct 2025 23:31:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/wp-content/uploads/2025/09/favicon-150x150.png Economia – Camaçari Fatos e Fotos https://bkpcff.mateusorrico.com.br 32 32 Mutirão nacional para renegociação de dívidas começa em 1º de novembro: veja como participar https://bkpcff.mateusorrico.com.br/mutirao-nacional-para-renegociacao-de-dividas-comeca-em-1o-de-novembro-veja-como-participar/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/mutirao-nacional-para-renegociacao-de-dividas-comeca-em-1o-de-novembro-veja-como-participar/#respond Wed, 22 Oct 2025 05:51:30 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/mutirao-nacional-para-renegociacao-de-dividas-comeca-em-1o-de-novembro-veja-como-participar/ Mutirão de Negociação e Orientação Financeira, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), oferece condições especiais para quem está endividado (Foto: Divulgação)

Com a Black Friday se aproximando e o consumo em alta, uma boa notícia chega para quem quer colocar as contas em dia antes de abrir a carteira para novos débitos: o Mutirão de Negociação e Orientação Financeira, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), começa em 1º de novembro e oferece condições especiais para quem está endividado. O anúncio foi feito pela entidade nesta segunda-feira (20).

A iniciativa, que conta com a parceria do Banco Central, Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e Procons, envolve mais de 160 instituições financeiras em todo o país e possibilita descontos, parcelamentos e taxas de juros reduzidas, de acordo com a política de cada banco. Podem ser negociadas dívidas de cartão de crédito, cheque especial, consignado e outras modalidades de crédito, desde que não tenham bens em garantia ou estejam prescritas.

Mais do que aliviar o bolso, a ação também busca estimular uma relação mais consciente com o dinheiro. “Além de trazer alívio financeiro imediato para consumidores endividados, o mutirão ajuda a prevenir o superendividamento e é uma oportunidade para ações de educação financeira”, destaca Amaury Oliva, diretor de Cidadania Financeira e Relações com o Consumidor da Febraban.

Como participar

As negociações podem ser feitas diretamente nos canais oficiais das instituições participantes ou pelo portal consumidor.gov.br, um serviço público e gratuito do governo federal. Para usar a plataforma, é necessário ter conta Gov tipo Prata ou Ouro. Para ambas, o cadastro é gratuito e o acesso imediato.

Quem preferir atendimento presencial pode procurar um dos Procons que aderiram ao mutirão, especialmente nos casos de superendividamento, quando é preciso um acompanhamento mais detalhado para elaborar um plano de pagamento viável.

Todas as informações sobre o mutirão, a lista de bancos participantes e materiais de apoio estão disponíveis no site Meu Bolso em Dia, da Febraban. Para quem for aproveitar o feirão, outra dica importante é ficar alerta para não cair em golpes. Par se proteger, basta seguir os cuidados básicos: não passar dados pessoais ou senhas por ligação ou whatsapp – nenhum banco real solicita essas informações; não fazer pagamentos solicitados por terceiros; na dúvida, procurar seu banco, antes de qualquer pagamento.

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POLO DA GENTE: Cofic promove ação beneficente em Camaçari e Dias D’Ávila https://bkpcff.mateusorrico.com.br/polo-da-gente-cofic-promove-acao-beneficente-em-camacari-e-dias-davila/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/polo-da-gente-cofic-promove-acao-beneficente-em-camacari-e-dias-davila/#respond Sun, 12 Oct 2025 07:25:06 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/polo-da-gente-cofic-promove-acao-beneficente-em-camacari-e-dias-davila/ Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic) deu início, neste sábado (11), à nova etapa do Polo da Gente 2025 (Foto: Divulgação)

Com foco em fortalecer o acolhimento comunitário e melhorar a estrutura de instituições sociais, o Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic) deu início, neste sábado (11), à nova etapa do Polo da Gente 2025. A iniciativa, que envolve empresas do Polo Industrial e beneficia diretamente 1.280 pessoas, começou com ações em Camaçari e Dias D”Ávila, combinando capacitação profissional e benfeitorias em espaços sociais.

Em Camaçari, o destaque é a atuação na Associação Paulo Tonucci (APITO), que apoia 350 famílias com projetos voltados à educação de crianças e jovens. A entidade vai receber melhorias estruturais, como a instalação de um toldo de cobertura na área externa, além de equipamentos de som para atividades pedagógicas e eventos comunitários. O projeto também promove formações para a equipe sobre inclusão de crianças atípicas, sustentabilidade e segurança infantil.

“São ações muito importantes para realizarmos mais trabalhos na área externa e também para fortalecer o nosso papel de orientar e informar as famílias. As capacitações vêm com temáticas valiosas, que ampliam o alcance e a qualidade do nosso trabalho”, destacou Liliane Cavalcante, coordenadora-geral da Associação Paulo Tonucci.

Outras duas instituições do município, a Escola Comunitária Parque Florestal e a Creche Escola Comunitária Carmem Mirim,  também estão entre as contempladas desta edição do projeto, que leva recursos e conhecimento técnico a organizações de base social.

Em Dias D”Ávila, uma das instituições beneficiadas é o Lar de Idosos Julieta Batista, que acolhe 25 pessoas e ganhará novos equipamentos, como fogão e forno industrial, geladeira, televisão e aparelho de pressão. Os profissionais do local participarão ainda de capacitações sobre primeiros socorros e segurança no trabalho. “As benfeitorias e capacitações trarão mais segurança, lazer e conforto para nossos idosos”, afirmou Zaila Soares, coordenadora do Lar.

Também em Dias D”Ávila, a APAE será contemplada com melhorias estruturais e formação técnica.

O projeto é coordenado pelo Cofic, com apoio das empresas Basf, Braskem, Indorama, Bracell, Bayer, SNF, Cetrel e Bahiagás, e conta com a participação da Comissão de Comunicação do Cofic, por meio de um grupo de trabalho liderado por Ruth Oliveira, da área de Relações Institucionais da Braskem.

Segundo o superintendente de Desenvolvimento de Pessoas e Comunicação do Cofic, Érico Oliveira, o Polo da Gente é um elo entre o setor industrial e o desenvolvimento social dos municípios vizinhos. “O Polo da Gente existe para criar oportunidades que geram impacto duradouro, conectando inovação às necessidades reais da comunidade. É uma iniciativa que reflete o compromisso do Polo Industrial de Camaçari com as comunidades vizinhas, fortalecendo não apenas as instituições, mas também as pessoas que trabalham diariamente pelo bem-estar social”, ressaltou.

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SEGURANÇA: Banco Central passa a bloquear chaves pix usadas em golpes e fraudes https://bkpcff.mateusorrico.com.br/seguranca-banco-central-passa-a-bloquear-chaves-pix-usadas-em-golpes-e-fraudes/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/seguranca-banco-central-passa-a-bloquear-chaves-pix-usadas-em-golpes-e-fraudes/#respond Mon, 06 Oct 2025 10:56:38 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/seguranca-banco-central-passa-a-bloquear-chaves-pix-usadas-em-golpes-e-fraudes/ Pix se consolida como o meio de pagamento mais utilizado do país (Foto: Reprodução)

Depois de implementar o botão de contestação, que digitalizou o processo de ressarcimento de vítimas, o Banco Central anunciou que passará a bloquear chaves Pix identificadas como usadas em golpes e fraudes. A medida reforma os esquemas de proteção aos cidadãos contra crimes digitais, enquanto o Pix se consolida como o meio de pagamento mais utilizado do país.

De acordo com o BC, o bloqueio será feito com base nas informações fornecidas pelas próprias instituições financeiras. Elas poderão indicar chaves suspeitas de participação em atividades ilícitas, que serão então desativadas do sistema.

Essa ação se soma a outras medidas recentes voltadas à prevenção de crimes financeiros. No início de setembro, o Banco Central limitou em R$ 15 mil o valor máximo de transferências via Pix e TED para instituições de pagamento que ainda não têm autorização da autarquia para funcionar como bancos.

Além disso, o BC determinou que, até 13 de outubro, todas as instituições financeiras deverão recusar transações destinadas a contas suspeitas de fraude. O bloqueio será fundamentado em cruzamento de dados e informações de sistemas públicos ou privados, e o cliente terá ciência do motivo da recusa pela própria instituição.

As novas medidas seguem grandes operações da Polícia Federal contra esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao crime organizado, como as operações Carbono Oculto, Quasar e Tank. De acordo com a PF, essas investigações detectaram mais de R$ 50 bilhões em movimentações suspeitas realizadas por meio de fintechs, ou seja, empresas que permitem movimentação financeira por aplicativos, mas não são bancos.

O perigo das fake news

O Governo Federal já vinha tentando fechar o cerco contra o uso do Pix por golpistas. Uma das ações anunciadas foi a fiscalização de contas com movimentação superior a R$ 5 mil por mês, mas a proposta gerou uma onda de desinformação. Parlamentares de direita e extrema-direita iniciaram uma campanha de fake news, alegando que o objetivo do governo seria taxar o Pix. O episódio espalhou medo entre a população, forçando o governo a recuar temporariamente.

Não ficou claro qual foi o benefício pretendido pelos parlamentares que espalharam essas fake news, ou, em bom português, o que eles ganharam dificultando a fiscalização.

Especialistas em segurança financeira alertam que golpistas se beneficiam justamente de períodos de fiscalização fraca. Ao explorar limites baixos de monitoramento, eles aplicam golpes com transferências rápidas, muitas vezes usando contas de terceiros ou diferentes instituições, o que dificulta a rastreabilidade e torna a recuperação do dinheiro pelas vítimas praticamente inviável. Com os novos bloqueios e protocolos do BC, espera-se reduzir significativamente esses riscos, garantindo que o Pix continue seguro e confiável para milhões de usuários.

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INJUSTIÇA – Imposto de renda: milionários pagam menos que assalariados há 16 anos https://bkpcff.mateusorrico.com.br/injustica-imposto-de-renda-milionarios-pagam-menos-que-assalariados-ha-16-anos/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/injustica-imposto-de-renda-milionarios-pagam-menos-que-assalariados-ha-16-anos/#respond Tue, 30 Sep 2025 14:40:30 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/injustica-imposto-de-renda-milionarios-pagam-menos-que-assalariados-ha-16-anos/ Trabalhadores assalariados pagam mais Imposto de Renda de Pessoa Física (IR) do que milionários há 16 anos no Brasil, revelou um estudo […]]]> ” border=”0″ alt=”Trabalhadores assalariados pagam 6,23% a mais que os milionários (Foto: © Marcello Casal Jr/Agência Brasil)” title=”Trabalhadores assalariados pagam 6,23% a mais que os milionários (Foto: © Marcello Casal Jr/Agência Brasil)” />

Trabalhadores assalariados pagam mais Imposto de Renda de Pessoa Física (IR) do que milionários há 16 anos no Brasil, revelou um estudo inédito elaborado pelo Sindifisco Nacional.

Para chegar ao resultado, a pesquisa realizou uma comparação entre assalariados com rendimento mensal a partir de R$ 6 mil e super-ricos, que recebem mais de 240 salários-mínimos mensais.

De acordo com o estudo, a progressividade do imposto de renda termina na faixa entre 15 e 20 salários-mínimos mensais. Depois desse patamar, o sistema torna-se regressivo, e isso explica o porquê os mais ricos são menos taxados.

A maior alíquota efetiva média registrada aos que ganham entre 15 e 20 salários-mínimos mensais foi de 11,41%. Já para os contribuintes com rendimentos superiores a 240 salários-mínimos, a alíquota efetiva caiu para 5,18%, nível inferior ao de trabalhadores que recebem entre cinco e sete salários-mínimos (6,63%).

Por que isso acontece?

O estudo aponta que a principal causa da regressividade é a isenção sobre lucros e dividendos, em vigor desde 1996. Em 2023, esse tipo de rendimento somou R$ 700 bilhões, representando cerca de 35% de toda a renda totalmente isenta declarada à Receita. Enquanto a parcela isenta cresce, a proporção de rendimentos efetivamente tributados caiu de 54% para 50% entre 2022 e 2023, reforçando a desoneração dos contribuintes de maior renda.

O estudo também chama atenção para os impostos sobre aplicações financeiras e fundos de investimento. A alteração feita em 2023, que passou a cobrar os rendimentos pelo regime de competência, aumentou a arrecadação naquele ano. Entretanto, a desigualdade continua: a renda do capital ainda recebe benefícios maiores que a renda do trabalho.

Para a Direção Nacional do Sindifisco, a análise comprova que o Brasil mantém um dos sistemas de Imposto de Renda mais injustos do mundo. “É inevitável constatar que o atual modelo é não isonômico e não equitativo. Assalariados de renda média sustentam uma carga mais pesada do que acionistas e grandes investidores, o que contraria o princípio constitucional da capacidade contributiva”, avalia a entidade.

O sindicato ressalta que a correção dessa distorção passa, necessariamente, pela tributação de lucros e dividendos, alinhando o país às práticas adotadas internacionalmente. A entidade também reforça que os dados apresentados no estudo são subsídios técnicos fundamentais para o debate da Reforma do Imposto de Renda em curso no Congresso Nacional.

Proposta quer ampliar isenção do IR

No dia 10 de julho, o Sindifisco Nacional apresentou ao Congresso uma proposta de emenda ao Projeto de Lei 1087/2025, que trata da Reforma do Imposto de Renda. A sugestão prevê o aperfeiçoamento do texto original, combinando a isenção para rendas até R$ 5 mil e a desoneração parcial até R$ 7 mil, propostas pelo governo, com a correção de 15,78% da tabela progressiva do IR, referente à inflação acumulada entre 2023 e 2025.

Caso a medida seja aprovada, mais de 38 milhões de declarantes serão beneficiados, especialmente das classes média e baixa.

Pela proposta de emenda, o modelo de IRPF progressivo parte de 0% para rendas anuais até R$ 600 mil e cresce de forma linear até atingir 15% para rendas acima de R$ 2,4 milhões por ano. O texto busca garantir que nenhum contribuinte com renda muito alta pague menos imposto, proporcionalmente, do que os contribuintes de menor ou média renda.

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Senado aprova isenção de IR para quem ganha até dois salários-mínimos https://bkpcff.mateusorrico.com.br/senado-aprova-isencao-de-ir-para-quem-ganha-ate-dois-salarios-minimos/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/senado-aprova-isencao-de-ir-para-quem-ganha-ate-dois-salarios-minimos/#respond Thu, 07 Aug 2025 14:40:02 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/senado-aprova-isencao-de-ir-para-quem-ganha-ate-dois-salarios-minimos/ Senadores durante votação do projeto que mantém isenção de IR para quem ganha até R$ 2 mil (© Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Após cerca de 48 horas de obstrução do funcionamento dos plenários pela oposição, o Senado aprovou, nesta quinta-feira (7), o projeto de lei (PL) que isenta do pagamento do Imposto de Renda (IR) os trabalhadores que ganham até dois salários-mínimos, o que equivale a R$ 3.036. O texto agora segue para sanção presidencial. A isenção vai valer a partir de maio do mês-calendário 2025.

O PL 2.692/2025 foi apresentado pelo deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, e substituiu a medida provisória 1.294/2025, editada pelo governo federal, e cuja validade venceria na próxima segunda-feira (11).

O relator da matéria no Senado, o líder do governo Jacques Wagner (PT-BA), comemorou o resultado da votação, que foi aprovada em votação simbólica sem manifestações contrárias.

“Depois, trabalharemos para aprovar a proposta de estender a isenção para quem ganha até R$ 5 mil. Seguimos trabalhando por mais justiça social e fiscal”, explicou o relator.

A proposta de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil reais está em tramitação na Câmara, aguardando votação no plenário. Já aprovada em Comissão Especial, o texto prevê ainda uma redução do IR para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

A medida é uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação da matéria foi atrasada pelo motim da oposição, que ocupou as mesas diretoras dos plenários da Câmara e Senado após decretada a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado e investigado por obstrução do processo penal, devido às ações dos Estados Unidos contra o comércio brasileiro e a sanção da Casa Branca contra Moraes. Ele nega as acusações.

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TAXAÇÃO VALENDO – Tarifaço entra em vigor e governo Lula prepara plano de contingência https://bkpcff.mateusorrico.com.br/taxacao-valendo-tarifaco-entra-em-vigor-e-governo-lula-prepara-plano-de-contingencia/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/taxacao-valendo-tarifaco-entra-em-vigor-e-governo-lula-prepara-plano-de-contingencia/#respond Wed, 06 Aug 2025 12:01:38 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/taxacao-valendo-tarifaco-entra-em-vigor-e-governo-lula-prepara-plano-de-contingencia/ TAXAÇÃO VALENDO - Tarifaço entra em vigor e governo Lula prepara plano de contingência

A tarifa de importação de 50% aplicada pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira, 6. O mercado norte-americano é o segundo principal destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China.

A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump no dia 9 de julho, foi oficializada no dia 30 do mesmo mês e na prática acrescenta 40% na alíquota anterior.

O republicano justificou que a ação é uma forma de retaliação ao país devido ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu na trama dos atos golpistas, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Embora quase 700 produtos estejam isentos do tarifaço neste momento, a elevação da taxa atinge em cheio alguns dos principais setores exportadores do Brasil, como a carne bovina, café, frutas, máquinas agrícolas e industriais, móveis, têxteis, calçados, entre outros.

Apesar de desidratada, a medida pode gerar um impacto significativo na balança comercial, na arrecadação e na geração de empregos em setores estratégicos da economia nacional.

Plano de contingência

O governo Lula prepara um plano para mitigar os efeitos do tarifaço norte-americano aos produtos brasileiros. Na noite de terça-feira, 5, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ajustou os últimos detalhes do plano de socorro aos setores mais afetados.

O mandatário recebeu no Planalto o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) e Rui Costa (Casa Civil).

Parte do plano de contingência inclui:

Linhas de crédito para pequenos produtores;
Compras governamentais de produtos que teriam como destino aos Estados Unidos;
Reativação do Programa Seguro-Emprego que permite a redução da jornada e dos salários, semelhante ao que aconteceu na pandemia;
Ampliação do Programa Reintegra para pequenas empresas exportadoras que permite recuperar parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva.
Existe a expectativa que os detalhes do plano do governo sejam apresentados ainda nesta quarta.

Impacto

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o tarifaço norte-americano afetará 4% das exportações brasileiras, mas que, desse total, 2% já terão um destino alternativo. A declaração foi dada nesta terça-feira, 5, durante a 5ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável.

O ministro lembrou que as exportações para os Estados Unidos já representaram 25% do que o país envia ao exterior, ressaltando, no entanto, que “graças a política do governo Lula, ainda em 2003, de abrir os mercados para os produtos brasileiros, elas [exportações para os EUA] representam agora 12%. Desses 12%, 4% são afetados pelo tarifaço”.

“E dos 4%, mais de 2% terão, naturalmente, outra destinação porque são commodities com preço internacional que vão encontrar o seu destino no curto ou no médio prazo”, acrescentou.

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Trump exclui regiões motoras do Brasil de alívio tarifário https://bkpcff.mateusorrico.com.br/trump-exclui-regioes-motoras-do-brasil-de-alivio-tarifario/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/trump-exclui-regioes-motoras-do-brasil-de-alivio-tarifario/#respond Sat, 02 Aug 2025 18:44:58 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/trump-exclui-regioes-motoras-do-brasil-de-alivio-tarifario/ Decreto assinado por Trump em 30 de julho retirou aproximadamente 700 categorias de produtos da tarifa de 50% (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Apesar de aliviar parte do impacto da tarifa de 50% imposta sobre produtos brasileiros, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou de fora justamente os estados que mais impulsionam a economia nacional. Conhecidos como os “novos motores do Brasil”, estados como Mato Grosso, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram menos beneficiados pelas exceções à medida.

Em 2024, essas “onças brasileiras” exportaram cerca de R$ 159,7 bilhões. Desse total, 9% ou US$ 14,4 bilhões tiveram como destino os Estados Unidos, o que representa 36% de tudo o que o Brasil vendeu ao mercado americano no ano passado.

Na outra ponta, os estados que mais se beneficiaram com as isenções foram Maranhão (91% das exportações poupadas), Sergipe (76%) e Rio de Janeiro (68%), segundo levantamento da Apex em parceria com o Futura.

O decreto assinado por Trump em 30 de julho retirou aproximadamente 700 categorias de produtos da tarifa de 50%. Entre os itens poupados estão o suco de laranja, aço, petróleo e aviões. No entanto, segmentos importantes da pauta brasileira, como carne, café e pescados, seguem sujeitos à alíquota máxima.

A isenção parcial ajudou a reduzir o impacto estimado sobre o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Antes da publicação do decreto, a previsão era de uma perda de até 0,3 ponto percentual no crescimento do país. Com as exceções, projeções privadas agora apontam para uma queda de 0,13 a 0,15 ponto. Ainda assim, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mantém uma estimativa mais conservadora, com impacto de até 0,2 ponto.

Especialistas alertam que, apesar do alívio parcial, o peso da tarifa continuará sendo sentido com mais força justamente nas regiões que mais exportam, especialmente no agronegócio. O temor do setor produtivo é de que a exclusão dessas cadeias da lista de exceções afete a competitividade internacional do Brasil nos próximos meses.

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A nova ordem de Trump: tarifa de 50% sobre produtos do Brasil é oficializada https://bkpcff.mateusorrico.com.br/a-nova-ordem-de-trump-tarifa-de-50-sobre-produtos-do-brasil-e-oficializada/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/a-nova-ordem-de-trump-tarifa-de-50-sobre-produtos-do-brasil-e-oficializada/#respond Wed, 30 Jul 2025 19:38:22 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/a-nova-ordem-de-trump-tarifa-de-50-sobre-produtos-do-brasil-e-oficializada/ Presidente norte-americano, Donald Trump (Foto: Mandel Ngan/AFP/Getty Images)

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, assinou na tarde desta quarta-feira, 30, a Ordem Executiva que oficializa a tarifa de 50% a produtos importados do Brasil.

De acordo com ele, a medida foi oficializada como uma reposta a ações Brasileiras que representariam uma ameaça “incomum e extraordinária” para a economia norte-americana e a política externa do país.

A medida passa a entrar em vigor a partir da sexta, 6 de agosto, e, de acordo com o governo brasileiro, tentativas foram feitas para mitigar os efeitos e rever as tarifas, mas não houve uma aproximação institucional entre os países.

“O que está nos impedindo é que ninguém quer conversar. Eu pedi para fazer contato”, afirmou Lula em entrevista ao jornal New York Times.

No comunicado divulgado pela Casa Branca, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e alguns de seus apoiadores, são citados como vítimas de “graves violações de direitos humanos” e o país continuará a “usar sua influência para proteger empresas americanas”.

Veja abaixo o comunicado da Casa Branca na íntegra:

Hoje, o presidente Donald J. Trump assinou uma Ordem Executiva que impõe uma tarifa adicional de 40% sobre o Brasil, elevando o total para 50%, em resposta a políticas, práticas e ações recentes do governo brasileiro que representam uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

A ordem declara uma nova emergência nacional com base na autoridade do presidente sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 (IEEPA).

A medida visa responder às ações do governo brasileiro que, segundo o comunicado, prejudicam empresas americanas, os direitos de liberdade de expressão de cidadãos dos EUA, a política externa e a economia do país.

A ordem afirma que a perseguição política, intimidação, censura e processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e milhares de seus apoiadores constituem graves violações de direitos humanos e enfraquecem o Estado de Direito no Brasil.

O presidente Trump reafirma seu compromisso com a defesa da segurança nacional, da política externa e da economia dos EUA contra ameaças estrangeiras, incluindo:

Proteger empresas americanas contra coerção e censura ilegais;

Responsabilizar violadores de direitos humanos por comportamentos autoritários.

Segundo o comunicado:

Autoridades brasileiras teriam coagido empresas dos EUA a censurar discursos políticos, entregar dados sensíveis de usuários e alterar políticas de moderação de conteúdo sob ameaça de multas, processos criminais, congelamento de ativos ou exclusão do mercado brasileiro.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, é citado como responsável por centenas de ordens secretas de censura, ameaças a executivos de empresas americanas e congelamento de ativos para forçar o cumprimento dessas ordens.

O comunicado também menciona o caso de Paulo Figueiredo, residente nos EUA, que estaria sendo processado criminalmente no Brasil por declarações feitas em solo americano.

COLOCANDO A AMÉRICA EM PRIMEIRO LUGAR

Com a imposição dessas tarifas, o presidente Trump afirma estar:

Protegendo a segurança nacional, a política externa e a economia dos EUA contra ameaças estrangeiras;

Reforçando sua política externa baseada nos valores, soberania e segurança dos EUA.

Outras ações mencionadas:

Em 28 de maio de 2025, o secretário de Estado Marco Rubio anunciou restrições de visto a estrangeiros envolvidos em censura de expressão protegida nos EUA.

Em 18 de julho, Trump ordenou a revogação dos vistos de Alexandre de Moraes, seus aliados no STF e seus familiares imediatos.

A Casa Branca conclui que a defesa da liberdade de expressão e das empresas americanas continuará sendo prioridade da política externa “America First”.

Entenda o tarifaço

No dia 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de uma sobretaxa de 50% nos produtos brasileiros exportados para o país. A medida, segundo o chefe da Casa Branca, que também trava uma guerra comercial com o Brics, bloco econômico do qual o Brasil faz parte, é uma retaliação ao que ele considerada uma perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Conheci e tive contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro, e o respeitei profundamente, assim como a maioria dos outros líderes mundiais. A maneira como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato — inclusive pelos Estados Unidos —, é uma desgraça internacional. Este julgamento não deveria estar acontecendo. Trata-se de uma caça às bruxas que deve acabar imediatamente”, afirmou Trump na carta endereçada ao Brasil.

Tarifaço de Trump contra o Brasil em 7 pontos

Tarifa de 50%: O governo Trump aprovou a aplicação de uma tarifa de 50% sobre todas as importações brasileiras a partir de 1º de agosto de 2025.
Justificativa política: A medida foi anunciada como resposta à “perseguição política” ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a supostos ataques do Brasil ao livre mercado americano.
Base legal controversa: A ação foi embasada na International Emergency Economic Powers Act (IEEPA), legislação que já foi alvo de decisões judiciais nos EUA por abuso de poder executivo.
Setores mais afetados: O tarifaço atinge especialmente os produtos do agronegócio, como carne, café, soja, celulose, minério de ferro e aeronaves.
Impacto econômico direto: Estimativas apontam perdas de até US$ 32 bilhões para a economia brasileira na próxima década e possível corte de 1,3 milhão de empregos.
Reação brasileira: O Brasil já anunciou que responderá com tarifas equivalentes sobre produtos dos EUA, caso as negociações bilaterais não avancem.
Crise diplomática em curso: A decisão faz parte de um pacote que inclui sanções contra o STF e o juiz Alexandre de Moraes, aprofundando o conflito diplomático entre os países.

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Dia dos Pais: vendas crescem em 2025 e movimentarão R$ 3 bi na Bahia https://bkpcff.mateusorrico.com.br/dia-dos-pais-vendas-crescem-em-2025-e-movimentarao-r-3-bi-na-bahia/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/dia-dos-pais-vendas-crescem-em-2025-e-movimentarao-r-3-bi-na-bahia/#respond Wed, 30 Jul 2025 17:03:50 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/dia-dos-pais-vendas-crescem-em-2025-e-movimentarao-r-3-bi-na-bahia/ O setor que deve puxar o aumento neste ano será o de higiene & beleza (Foto: Raphael Muller/Ag. A TARDE)

Uma das muitas datas comemorativas que costuma movimentar setores como vestuário, eletrodoméstico, higiene e beleza, farmácias e perfumarias, o Dia dos Pais deve registrar uma queda nas vendas neste ano, mas ainda assim, o faturamento desse grupo deve alcançar quase R$ 3 bilhões no Estado.

De acordo com estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio), a data comemorativa terá alta de 2% – 6% menor do que o registrado em 2024, que foi de 10%.

Um dos maiores fatores para o tímido crescimento de vendas na data está ligado essencialmente às altas taxas de juros, que desde a última reunião do Comitê de Políticas Monetária (Copom), do Banco Central (BC), está fixada a 15% ao ano. A expectativa com o novo encontro é de que seja mantido o aperto monetário – o que reduz o consumo entre os brasileiros.

“Embora esse desempenho possa parecer modesto, é importante lembrar que, no ano passado, essas três atividades registraram crescimento de 10%. Ou seja, trata-se de uma base comparativa elevada. De todo modo, como a Fecomércio BA vem observando, o cenário de juros mais altos impõe dificuldades naturais para que as vendas avancem em um ritmo mais forte”, explica o consultor econômico da Fecomércio BA, Guilherme Dietze.

O que deve aumentar e o que deve diminuir

O setor que deve puxar o aumento neste ano será o de higiene & beleza, como os itens para cabelo (8,29%) e barba (6,95%). Em seguida, aparecem produtos variados, como relógio de pulso, com aumento médio de 6,85%, calça comprida masculina, com alta de 6,23%, e livro não didático, com incremento de 6,17%.

As lojas de vestuário e calçados, normalmente as mais procuradas no período do Dia dos Pais, devem registrar crescimento de 2% em relação ao ano anterior. Já o setor de farmácias e perfumarias apresenta uma estimativa de alta de 4%.

Por outro lado, o ramo de eletroeletrônicos deve apresentar recuo nas vendas, estimado em -2%. De acordo com a federação, isso ocorre especialmente por serem produtos de maior valor agregado, que, em sua maioria, dependem de crédito para a compra parcelada, seja por meio do cartão de crédito ou dos carnês. O custo mais elevado do crédito acaba desfavorecendo o desempenho deste segmento, o que deve ser a tendência para o segundo semestre.

Na direção oposta, os perfumes apresentam queda média de -3,13%, seguidos por sapato masculino (-1,84%) e sandália (-0,44%). Nota-se, portanto, que, mesmo no setor com maior expectativa de demanda — vestuário e calçados — há itens com aumento e outros com reduções de preço.

Apesar da inflação, mercado será aquecido

A entidade aponta ainda que apesar do aumento da inflação no Brasil, que em julho deste ano registrou alta de 0,33% e, 0,15% em Salvador, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a data por ser significativa, deve ser movimentado.

“O Dia dos Pais é uma das datas mais importantes do calendário do varejo no segundo semestre, por estimular não apenas o consumo afetivo, mas também a movimentação de vários setores da economia”, ressalta Kelsor Fernandes, presidente do Sistema Comércio BA – Fecomércio, Sesc e Senac.

A Fecomércio aponta ainda que, apesar da inflação geral mais moderada e de um mercado de trabalho ainda aquecido, é importante ressaltar a necessidade de pesquisa de preços mais ampla por parte do consumidor, a fim de encontrar um presente que caiba no orçamento e não comprometa o equilíbrio financeiro doméstico, até por conta das diferenças de comportamentos de preços em um ano

“Dessa forma, o mês de agosto promete ser movimentado, e o Dia dos Pais mantém sua relevância para o comércio, que deve, assim como em 2024, registrar aumento nas vendas”, disse a entidade em nota.

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Haddad: 90% do decreto do IOF é incontroverso https://bkpcff.mateusorrico.com.br/haddad-90-do-decreto-do-iof-e-incontroverso/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/haddad-90-do-decreto-do-iof-e-incontroverso/#respond Wed, 16 Jul 2025 12:56:58 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/haddad-90-do-decreto-do-iof-e-incontroverso/ Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Foto: Washington Costa/MF)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, espera uma decisão rápida, ainda esta semana, do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o impasse entre o governo federal e o Legislativo sobre as medidas que aumentavam alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), em afirmação feita nessa terça-feira (15). Para Haddad, 90% do decreto do governo é incontroverso.

Ontem, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, relator do caso, promoveu audiência de conciliação, mas não houve acordo. Segundo Haddad, a questão pendente é sobre as operações sobre risco sacado, quando o fornecedor recebe do banco antecipadamente o valor que receberia do comprador.

“O ministro Alexandre está totalmente apropriado. Falou com os presidentes das duas casas [Câmara e Senado], falou comigo pessoalmente, depois falou comigo por telefone. Ele está bem apropriado da situação, tirou todas as dúvidas a respeito, tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista jurídico, formal”, disse Haddad.

“E eu tenho impressão que é uma decisão que sai rápido e muito convergente com as necessidades do país. Independentemente de um detalhe ou outro que possa ter ficado”, acrescentou o ministro em conversa com jornalistas, no Ministério da Fazenda.

Em maio, decreto elaborado pelo Ministério da Fazenda aumentou o IOF para operações de crédito, de seguros e de câmbio, com o objetivo de reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal. A estimativa é de R$ 12 bilhões em aumento de arrecadação. Segundo Haddad, a questão do risco, representa cerca de 10% desse volume.

“A Fazenda entende que o risco sacado é uma operação de crédito como outra qualquer. Quando você desonera o risco sacado de IOF, você está favorecendo a grande empresa em detrimento da pequena. A pequena paga. A operação é, geralmente, a mesma”, explicou.

A maioria dos parlamentares, entretanto, não concordou com a elevação das alíquotas e, em junho, derrubou o decreto presidencial. No início deste mês, a Advocacia-Geral da União (AGU), então, protocolou ação declaratória de constitucionalidade, e, após ser designado relator do caso na Corte, Alexandre de Moraes suspendeu todos os decretos sobre as mudanças na cobrança do imposto.

Segundo Haddad, não há mais conversas marcadas e as partes aguardam, agora, a decisão do ministro. “Eu entendo que, pelas discussões que nós fizemos sobre o que é controverso e que é incontroverso, nós vamos chegar numa boa solução. É a minha expectativa, pode ser que eu me frustre”, destacou.

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