Saúde – Camaçari Fatos e Fotos https://bkpcff.mateusorrico.com.br Fri, 31 Oct 2025 23:08:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/wp-content/uploads/2025/09/favicon-150x150.png Saúde – Camaçari Fatos e Fotos https://bkpcff.mateusorrico.com.br 32 32 PERIGO: Casos de coqueluche voltam a crescer e ligam alerta na Bahia: 135 confirmações em 2025 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/perigo-casos-de-coqueluche-voltam-a-crescer-e-ligam-alerta-na-bahia-135-confirmacoes-em-2025/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/perigo-casos-de-coqueluche-voltam-a-crescer-e-ligam-alerta-na-bahia-135-confirmacoes-em-2025/#respond Fri, 24 Oct 2025 13:27:18 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/perigo-casos-de-coqueluche-voltam-a-crescer-e-ligam-alerta-na-bahia-135-confirmacoes-em-2025/ Depois de anos controlada, a coqueluche voltou a preocupar autoridades de saúde no Brasil e a Bahia já sente os reflexos desse avanço. De acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), 135 casos da doença foram confirmados até outubro, a maioria em crianças menores de cinco anos. No cenário nacional, o número de ocorrências ultrapassa os 2 mil registros, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

A bactéria Bordetella pertussis, responsável pela infecção, provoca crises de tosse intensa e prolongada, que podem levar à falta de ar e até a complicações graves, especialmente entre os bebês. A médica infectologista pediátrica Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde, explica que a imunização é essencial para conter o avanço da doença. “O esquema vacinal deve começar aos dois meses de idade e se estender com reforços ao longo da vida. Gestantes também precisam estar protegidas para garantir a imunidade dos bebês”, destacou.

Segundo a Sesab, 42 dos casos confirmados na Bahia são de crianças com menos de um ano. Somando os menores de cinco, o grupo representa mais da metade das ocorrências no estado.

“É horrível, trava tudo”, relata paciente de 38 anos

Os sintomas da coqueluche em adultos também podem ser severos, como conta Carla Santana, (38), que enfrentou a doença no início deste ano.

“Eu tive coqueluche a pouco tempo, adulta e é horrível. A tosse intensa, por si só, já dói muito. Mas o pior é a dificuldade de respirar. Logo depois das crises de tosse, é impossível respirar. Trava tudo. Você puxa o ar, e não vem. A sensação é de afogamento. Enquanto isso, continua sentindo uma dor absurda, que parece que vai rasgar o peito. E deitar para dormir piora o sofrimento, porque aumenta as crises de tosse”, relata.

Mesmo com antibióticos, ela demorou mais de uma semana para conseguir deitar à noite. “Não desejo isso para um inimigo, que dirá para uma criança. Durante todo o período que fiquei doente, só agradeci a Deus por ter sido eu que peguei, e não minha filha. Mas ela está bem protegida, porque é vacinada. Vacina salva vidas.”

Proteção e tratamento

A vacina contra a coqueluche — a tríplice bacteriana (DTP ou dTpa) — é oferecida gratuitamente na rede pública para crianças, gestantes e profissionais de saúde. É importante os pais e mães estarem atentos para verificar se o cartão de vacinação das crianças está atualizado. Em caso de dúvidas, basta se dirigir ao posto de saúde mais próximo. O mesmo vale para gestantes.

Para os demais adultos, está disponível na rede privada. Já o tratamento da doença envolve o uso de antibióticos, que reduzem a gravidade dos sintomas quando iniciados precocemente, além de cuidados de suporte, como hidratação e controle da febre. “Todo o tratamento deve ser orientado por um médico, visando evitar complicações”, reforça a infectologista Sylvia Freire.

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CÂNCER DE MAMA: Diagnóstico precoce pode evitar perda das mamas e quimioterapia https://bkpcff.mateusorrico.com.br/cancer-de-mama-diagnostico-precoce-pode-evitar-perda-das-mamas-e-quimioterapia/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/cancer-de-mama-diagnostico-precoce-pode-evitar-perda-das-mamas-e-quimioterapia/#respond Mon, 06 Oct 2025 10:56:36 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/cancer-de-mama-diagnostico-precoce-pode-evitar-perda-das-mamas-e-quimioterapia/ Diagnóstico precoce é capaz de salvar vidas e preservar a saúde física e emocional de quem enfrenta a doença (Foto: Divulgação)

O medo de receber um resultado positivo, muitas vezes, é um motivo relatado para pessoas com suspeitas de doenças graves deixarem de procurar atendimento médico. No entanto, a rapidez no diagnóstico pode ser a diferença entre a cura e a morte. Ou entre um tratamento invasivo, sofrido e uma intervenção rápida e eficaz.

No caso do câncer de mama, essa diferença é ainda mais evidente. O diagnóstico precoce é capaz de salvar vidas e preservar a saúde física e emocional de quem enfrenta a doença. Identificar o tumor em estágio inicial eleva as chances de cura para mais de 95%, segundo levantamento da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), e reduz a necessidade de procedimentos mais agressivos.

Quando o diagnóstico é feito cedo,”muitas vezes não é necessária a retirada de toda a mama nem a indicação de quimioterapia. Descobrir o câncer de mama cedo significa preservar saúde, autoestima e qualidade de vida”, explica a mastologista Elisana Caires.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama continua sendo a principal causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil. Até o fim de 2025, a estimativa é de 73.610 novos diagnósticos e cerca de 18 mil mortes. Embora raro, o problema também atinge homens, correspondendo a cerca de 1% dos casos.

Importância da mamografia

Entre os exames disponíveis, a mamografia segue como o método mais eficaz para detectar alterações ainda imperceptíveis ao toque. No Brasil, o rastreamento deve começar anualmente a partir dos 40 anos, podendo ser antecipado em situações de risco maior, como histórico familiar ou síndromes genéticas. O autoexame não substitui os exames de imagem, mas ajuda a mulher a reconhecer sinais diferentes no próprio corpo e buscar ajuda médica com mais rapidez.

“Em situações específicas, exames complementares, como a ultrassonografia e a ressonância magnética, podem auxiliar na investigação, mas não substituem a mamografia”, reforça Elisana.

30% dos casos são evitáveis

A prevenção também está ligada a hábitos de vida. Estudos indicam que até 30% dos casos poderiam ser evitados com escolhas mais saudáveis: evitar o consumo de álcool e cigarro, praticar atividades físicas regularmente, manter o peso adequado e reduzir a ingestão de ultraprocessados.

Outra forma de prevenção importante é a vacinação contra o HPV, principal causador do câncer de colo do útero e de outros tumores. Atualmente, o Brasil dispõe de duas vacinas: a quadrivalente, disponível na rede pública para jovens de 9 a 19 anos, e a nonavalente, oferecida na rede privada para pessoas de 9 a 45 anos. “Quanto mais cedo se vacinar, maior a proteção. Mesmo quem já teve contato com o vírus pode se beneficiar da imunização contra outras cepas”, explica a enfermeira Fabiana Porto, responsável técnica do IHEF Vacinas.

Nos casos em que o tratamento cirúrgico é necessário, a reconstrução mamária tem papel essencial no processo de recuperação. “Não se trata apenas de retirar o tumor. Reconstruir a mama devolve autoestima, feminilidade e qualidade de vida. Graças aos avanços da cirurgia oncoplástica, muitas vezes conseguimos tratar e reconstruir na mesma cirurgia, ajudando a mulher a se sentir inteira novamente”, acrescenta a mastologista.

Para 2025, a mensagem do Outubro Rosa permanece a mesma — e mais atual do que nunca: cuidar da saúde é um compromisso contínuo. “A campanha é um lembrete, mas a prevenção e o rastreamento não podem se limitar a um mês. Prevenir e diagnosticar precocemente salva vidas, e essa é a essência do movimento”, conclui Elisana Caires.

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Alerta! Esses comerciais fazem o seu filho engordar com facilidade https://bkpcff.mateusorrico.com.br/alerta-esses-comerciais-fazem-o-seu-filho-engordar-com-facilidade/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/alerta-esses-comerciais-fazem-o-seu-filho-engordar-com-facilidade/#respond Wed, 01 Oct 2025 13:34:51 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/alerta-esses-comerciais-fazem-o-seu-filho-engordar-com-facilidade/ Um estudo realizado no Reino Unido e apresentado em maio no Congresso Europeu de Obesidade, em Málaga, na Espanha, apontou que basta um curto intervalo de cinco minutos assistindo a propagandas de alimentos ultraprocessados para que crianças e adolescentes consumam, em média, 130 calorias […]]]> ” border=”0″ alt=”Alimentos ultraprocessados (Foto: Freepik)” title=”Alimentos ultraprocessados (Foto: Freepik)” />

Um estudo realizado no Reino Unido e apresentado em maio no Congresso Europeu de Obesidade, em Málaga, na Espanha, apontou que basta um curto intervalo de cinco minutos assistindo a propagandas de alimentos ultraprocessados para que crianças e adolescentes consumam, em média, 130 calorias a mais ao longo do dia, que equivale a duas fatias de pão.

Esse impacto, segundo os pesquisadores, foi observado independentemente do tipo de mídia e reforça a urgência de políticas públicas para restringir a publicidade de junk food voltada ao público infantil.

A professora Emma Boyland, membro do Departamento de Psicologia e do Grupo de Pesquisa sobre Apetite e Obesidade da Universidade de Liverpool, que coordenou o estudo, destacou que “o estudo comparou os diferentes tipos de mídia: audiovisual, televisão, postagens nas redes sociais, áudio, como os podcasts, e estáticos, como os outdoors. Foi possível concluir que o efeito sobre a alimentação foi similar”.

Para chegar aos resultados, foram recrutados 240 voluntários com idades entre 7 e 15 anos que em duas ocasiões foram expostos a cinco minutos de anúncios de fast food. Então, os pesquisadores mediram a quantidade de calorias dos lanches e almoços subsequentes dos participantes.

Os pesquisadores observaram que eles consumiram cerca de 58,4 calorias a mais nos lanches e cerca de 72,5 calorias a mais nos almoços, resultando em um aumento médio de 130 calorias diárias. O mesmo não aconteceu após entrarem em contato com propagandas de produtos não alimentícios.

Boyland destacou que os conhecimentos obtidos com o estudo ajudarão na elaboração de políticas públicas urgentes de marketing de alimentos restritivas que possam proteger a saúde das crianças.

“Também indicam que devemos pensar de modo mais amplo sobre o ambiente midiático ao qual as crianças estão expostas e as regulamentações devem ser abrangentes e preparadas para o futuro”, afirmou.

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10 hábitos que ajudam a prevenir o Alzheimer; Confira https://bkpcff.mateusorrico.com.br/10-habitos-que-ajudam-a-prevenir-o-alzheimer-confira/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/10-habitos-que-ajudam-a-prevenir-o-alzheimer-confira/#respond Tue, 30 Sep 2025 14:27:41 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/10-habitos-que-ajudam-a-prevenir-o-alzheimer-confira/ ” border=”0″ alt=”Pequenos hábitos no dia a dia podem ajudar a proteger o cérebro contra o Alzheimer, preservando as funções cognitivas e a qualidade de vida (Foto: Ground Picture/Shutterstock) ” title=”Pequenos hábitos no dia a dia podem ajudar a proteger o cérebro contra o Alzheimer, preservando as funções cognitivas e a qualidade de vida (Foto: Ground Picture/Shutterstock) ” />

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente a memória, o raciocínio, a linguagem e a capacidade de realizar tarefas do dia a dia. Ele ocorre devido à morte de células cerebrais e ao acúmulo de proteínas anormais no cérebro, que comprometem a comunicação entre os neurônios.

Com o avanço da doença, além da perda de memória, também podem surgir alterações no comportamento, na orientação espacial e no julgamento, afetando a autonomia e a qualidade de vida da pessoa. Essa condição atinge não apenas quem é diagnosticado, mas também impacta profundamente a rotina de familiares e cuidadores, exigindo acompanhamento constante e cuidados especializados.

Cresce a busca por informações sobre Alzheimer

Dados da Doctoralia, plataforma que conecta pacientes à profissionais de saúde, mostram que o interesse pelo tema tem crescido de forma expressiva. Só em 2024, foram registradas 23.655 buscas pelo termo “Alzheimer” na plataforma. Entre janeiro e maio de 2025, foram realizadas 10.709 buscas.

Na seção “Pergunte ao Especialista”, o salto foi ainda maior: enquanto em todo o ano de 2024 houve 14 questões enviadas por usuários sobre a doença, apenas no primeiro semestre de 2025 foram 72 perguntas — cinco vezes mais do que no ano anterior inteiro.

Estágios do Alzheimer

O Alzheimer trata-se de uma condição neurodegenerativa progressiva, que evolui em diferentes fases — cada uma com seus próprios desafios. De acordo com a neurologista Carolina Alvarez, reconhecer os estágios do Alzheimer ajuda a planejar o cuidado, garantindo apoio emocional, médico e social em cada fase da doença.

Veja as características dos estágios do Alzheimer:

Inicial: os sintomas costumam ser sutis, como esquecimentos de fatos recentes, dificuldade para encontrar palavras e pequenas alterações de humor. Muitas vezes os sinais passam despercebidos;
Intermediário: a perda de memória se torna mais evidente, surgem dificuldades para realizar tarefas cotidianas, confusão sobre tempo e lugar, além de mudanças comportamentais mais marcantes;
Avançado: há dependência quase total de cuidados, dificuldade para se comunicar, perda de reconhecimento de pessoas próximas e limitações físicas importantes.

“O Alzheimer vai muito além da perda de memória. Existem aspectos importantes que nem todo mundo conhece, como as alterações de humor, com irritabilidade e apatia, e até mudanças de comportamento podem surgir nos estágios iniciais”, alerta a médica.

Fatores de risco para o Alzheimer

Carolina Alvarez alerta que o estilo de vida conta muito, como noites mal dormidas, sedentarismo e isolamento social aumentam o risco da doença. Outro fator pouco conhecido são as proteínas tóxicas no cérebro. “No Alzheimer, há o acúmulo de proteínas anormais (como beta-amiloide e tau), que prejudicam a comunicação entre os neurônios”, explica.

Hábitos que ajudam a prevenir o Alzheimer

Apesar de ainda não existir cura para o Alzheimer, alguns hábitos de vida saudáveis podem ajudar a retardar ou até prevenir o aparecimento dos sintomas. Esses cuidados contribuem para proteger o funcionamento cerebral e reduzir os riscos de desenvolvimento da doença ao longo dos anos. Veja a seguir!

1. Pratique atividades físicas

Caminhadas, natação, bicicleta ou musculação ajudam a melhorar a circulação, a oxigenação e a saúde dos neurônios.

2. Invista em uma alimentação saudável

Frutas, verduras, legumes, peixes e oleaginosas, aliados ao consumo reduzido de ultraprocessados, contribuem para a proteção do cérebro.

3. Estimule sua mente

Ler, aprender algo novo, fazer palavras-cruzadas ou tocar um instrumento musical fortalecem a chamada reserva cognitiva, que protege contra os danos da doença.

4. Tenha uma vida social ativa

Conversar, participar de grupos e conviver com familiares e amigos ajuda a exercitar diferentes áreas do cérebro.

5. Cuide da saúde do coração

Controlar hipertensão, colesterol, diabetes e obesidade reduz o risco de problemas que afetam diretamente o cérebro.

6. Durma bem

Um sono de qualidade ajuda na recuperação do organismo e na consolidação da memória.

7. Proteja a audição

Tratar a perda auditiva evita isolamento social e mantém o cérebro mais ativo.

8. Evite fumar e modere o álcool

O cigarro e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas estão ligados a maior risco de demência.

9. Gerencie o estresse

Atividades relaxantes, terapia ou meditação são aliadas da saúde mental e cerebral.

10. Fique atento à poluição

Ambientes limpos e bem ventilados reduzem a exposição a substâncias que podem prejudicar os vasos sanguíneos do cérebro.

Atrasando o surgimento dos sintomas da doença

A preparação do cérebro ao longo da vida é um dos fatores mais relevantes para retardar o aparecimento dos sintomas da doença. “Se o indivíduo tiver o cérebro bem-preparado, mesmo que venha a desenvolver Alzheimer, a doença vai demorar mais para se manifestar”, afirma Carolina Alvarez.

A neurologista explica ainda que esse efeito se deve à chamada reserva cognitiva, construída por meio de estudo, leitura, convívio social e atividades intelectuais diversas. “A reserva cognitiva não impede o Alzheimer, mas pode atrasar o início ou suavizar os sintomas”, completa a especialista.

Fique atento aos sinais

Esquecer compromissos de vez em quando não significa Alzheimer. Porém, quando a perda de memória se torna frequente, acompanhada de confusão mental, mudanças de humor e dificuldade em realizar tarefas simples, é fundamental procurar orientação médica.

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Saúde mental: 40% dos médicos sofrem com depressão, ansiedade e burnout no Nordeste https://bkpcff.mateusorrico.com.br/saude-mental-40-dos-medicos-sofrem-com-depressao-ansiedade-e-burnout-no-nordeste/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/saude-mental-40-dos-medicos-sofrem-com-depressao-ansiedade-e-burnout-no-nordeste/#respond Mon, 29 Sep 2025 10:56:10 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/saude-mental-40-dos-medicos-sofrem-com-depressao-ansiedade-e-burnout-no-nordeste/ Longas jornadas de trabalho, rotina estressante, carência de insumos básicos e falta de tempo para estar com a família ou praticar atividade física. Esses […]]]> ” border=”0″ alt=”40% dos médicos no Nordeste sofrem com algum quadro de doença mental (Foto: Shutterstock)” title=”40% dos médicos no Nordeste sofrem com algum quadro de doença mental (Foto: Shutterstock)” />

Longas jornadas de trabalho, rotina estressante, carência de insumos básicos e falta de tempo para estar com a família ou praticar atividade física. Esses são só alguns dos aspectos de um cenário que preocupa profissionais de saúde justamente por envolver a própria categoria – no caso, médicas e médicos.

Quase 40% dos médicos que atuam na região Nordeste têm algum quadro de doença mental. O dado faz parte da nova pesquisa Qualidade de Vida do Médico, produzida pelo Research & Innovation Center da Afya, ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil que está presente em Salvador, Vitória da Conquista, Itabuna e Guanambi. Os resultados regionais foram obtidos com exclusividade pelo CORREIO.

No Brasil, o estudo mostrou que o percentual é ainda maior: 45% dos médicos tiveram algum diagnóstico de transtorno mental. No entanto, os pesquisadores acreditam que isso não quer dizer que os profissionais do Nordeste sejam menos afetados. Uma das hipóteses, segundo o diretor do Research Center da Afya, Eduardo Moura, é de que os médicos aqui procurem menos atendimento – e, portanto, não têm diagnósticos conhecidos ou confirmados.

“Quando a gente analisa também os médicos que procuram atendimento, a gente vê que é menor no Nordeste. Por isso, diria que talvez esteja tendo uma procura menor na região”, diz ele, que é médico e doutorando na Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas.

Na amostra nacional, 22,3% dos médicos têm diagnóstico de depressão, por exemplo, e fazem tratamento com especialista. Entre os nordestinos, são apenas 15% com acompanhamento ativo. Na região, 42% dos profissionais dizem nunca ter tido sintoma de depressão. Situações parecidas ocorrem com transtorno de ansiedade e o burnout (que, ainda que não seja uma doença, é um quadro de adoecimento pela rotina no trabalho). No Nordeste, 48% afirmaram nunca ter apresentado sintomas de burnout.

Outra razão para a hipótese dos pesquisadores é com relação à qualidade de vida. No Brasil, 36% estão muito satisfeitos com sua saúde, enquanto no Nordeste isso cai um pouco. Eles relatam a pior qualidade de vida. Por isso, reforça a hipótese de que estão buscando menos ajuda ou podem ter uma resistência maior. “É um fator alarmante que mostra que precisa mudar a cultura instaurada na Medicina de que tem que trabalhar o tempo inteiro”, pondera.

O Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) informou que não tem dados precisos sobre o acometimento das doenças mentais entre os médicos, mas admitiu que os casos têm surgido. Segundo a entidade, tanto o Cremeb juntamente com o Conselho Federal de Medicina (CFM) têm promovido encontros para debater temas e assuntos relativos à saúde mental da categoria.

“Uma das questões mais prementes são as más condições de trabalho a que os médicos estão submetidos. O excesso de carga laboral é um dos pontos a ser considerado no aparecimento das doenças mentais”, diz o presidente da entidade, Otávio Marambaia.

Condições

De fato, o estudo da Afya identificou que a rotina de trabalho tem os principais estressores, além de uma contribuição recorrente para o adoecimento. Os relatos são de longas jornadas de trabalho, falta de recursos e remuneração insuficiente. Segundo Eduardo Moura, isso vem desde a pandemia da covid-19.

Mas o percentual agora, que é 13% maior do que a pesquisa mostrou no ano passado, no contexto nacional, retorna ao que foi registrado imediatamente no pós-pandemia. “A saúde mental é a ponta do iceberg. É o final de uma série de problemas de saúde que não foram tratados, como não fazer atividade física, não ter um sono constante e uma rotina de trabalho saudável”, acrescenta Moura.

O presidente do Cremeb, Otávio Marambaia, destaca que, muitas vezes, isso se soma à resiliência dos profissionais, que tentam resolver os problemas dos pacientes superando eventuais dificuldades encontradas. No entanto, a recomendação de Marambaia é que as más condições de trabalho devem ser denunciadas aos gestores e à entidade médica.

“Na Bahia, nós estamos promovendo, já há alguns anos, incentivo para que os médicos informem ao Conselho essas dificuldades nos seus locais de trabalho. Essas dificuldades transcendem às condições físicas e atingem as questões de insegurança jurídica nos contratos de trabalho, atrasos de salários e até mesmo calote. Ou seja: o médico trabalha muito, se estressa e, junto a isso, pode não receber sua remuneração”, alerta.

Grupos

A pesquisa identificou, ainda, que alguns grupos registraram maior incidência de doenças mentais: mulheres e jovens. Mulheres, por exemplo, são mais frequentes em todas as etapas da doença. Elas são maioria entre as que têm um diagnóstico e fazem tratamento (25,1%, contra 18,2% dos homens).

Na avaliação de Eduardo Moura, da Afya, historicamente, mulheres buscam mais ajuda e mais acesso à saúde. No meio médico, isso não seria diferente. Entre os homens, muitos recorrem a um profissional e a um tratamento de forma tardia, quando o quadro já é mais grave. “Outro ponto é a questão da dupla jornada das mulheres, que é bem discutida. Muitas dessas mulheres têm que ter rotina como médicas e mães de família”.

De acordo com o presidente do Cremeb, a realidade das médicas têm preocupado a entidade. Para ele, a dupla jornada também tem um peso na saúde mental. “Há também a crescente onda de violência nos locais de trabalho, impactando no seu desempenho”, diz.

Pensando nesse e outros temas, o conselho promove o 1º Fórum Cremeb Mulher na próxima sexta-feira (3). Segundo Marambaia, o evento deve incluir questões sobre o protagonismo feminino na Medicina, uma vez que as mulheres já são mais da metade dos médicos.

Já os médicos mais jovens podem ser afetados pelo próprio mercado. “Eles pegam os pontos de trabalho menos desejados ou mais vulneráveis do ponto de vista de remuneração, com menos disponibilidade de trabalho. Ele é o menos favorecido na cadeia de trabalho”, pontua Eduardo Moura, da Afya. Além disso, os jovens são mais abertos a buscar ajuda.

O presidente do Cremeb, por sua vez, pontua que há consequências também de uma má formação ou formação inadequada, que coloca jovens profissionais despreparados diante de excesso de trabalho e más condições de atuação. “Isso impacta, sem dúvida nenhuma, no aparecimento de consequências danosas à saúde mental com a manifestação de sintomas do burnout, depressão e outras doenças relativas à saúde mental”, conclui Otávio Marambaia.

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Após intoxicação, associações de bebida e de oftalmologia fazem alerta https://bkpcff.mateusorrico.com.br/apos-intoxicacao-associacoes-de-bebida-e-de-oftalmologia-fazem-alerta/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/apos-intoxicacao-associacoes-de-bebida-e-de-oftalmologia-fazem-alerta/#respond Mon, 29 Sep 2025 07:23:28 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/apos-intoxicacao-associacoes-de-bebida-e-de-oftalmologia-fazem-alerta/ Alarmadas com os casos de intoxicação, no estado de São Paulo, por ingestão de metanol em bebidas adulteradas, a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) […]]]> ” border=”0″ alt=”Associação Brasileira de Neuro-oftalmologia (ABNO) publicaram notas com alertas sobre a situação (Foto: Divulgação/CBO)” title=”Associação Brasileira de Neuro-oftalmologia (ABNO) publicaram notas com alertas sobre a situação (Foto: Divulgação/CBO)” />

Alarmadas com os casos de intoxicação, no estado de São Paulo, por ingestão de metanol em bebidas adulteradas, a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) e a Associação Brasileira de Neuro-oftalmologia (ABNO) publicaram notas com alertas sobre a situação.

A Abrade manifestou sua “profunda preocupação e solidariedade às vítimas e familiares” após a confirmação dos casos de intoxicação, que incluem duas mortes, por ingestão de metanol misturado a bebidas adulteradas.

“[A entidade] atua fortemente no combate ao mercado ilegal de bebidas, na orientação sobre o cumprimento das exigências técnicas e regulatórias do setor e na promoção do consumo responsável.”

Segundo a associação, que acompanha operações de combate à comercialização de produtos ilícitos, apenas em 2025, o volume de apreensões foi superior a 160 mil produtos falsificados, além de insumos e equipamentos.

“A Abrabe reitera o compromisso com a proteção do consumidor e com a defesa do mercado legal, seguro e responsável e seguirá contribuindo com os Governos Federal e Estadual para proteção da população”, diz a nota.

Cegueira

Já a Associação Brasileira de Neuro-oftalmologia fez um alerta sobre os riscos de o consumo de metanol causar neuropatia óptica, “uma doença grave que pode causar perda de visão irreversível”, descreve a nota enviada à Agência Brasil.

Segundo a associação, entre 12 horas e 24 horas após o consumo, podem surgir sintomas de intoxicação como “dor de cabeça, náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental e, principalmente, visão turva repentina ou até cegueira.”

De acordo com a ABNO, o diagnóstico deve ser feito a partir da história clínica do paciente e por exames de sangue e de imagem.

O tratamento deve ser imediato e com uso de antídotos (como o etanol venoso), bicarbonato para corrigir a acidez no sangue, vitaminas (ácido fólico/folínico) e, nos casos mais graves, hemodiálise para remover o veneno.

Entenda

Nos últimos 25 dias, nove pessoas apresentaram intoxicação após o consumo de bebida alcoólica adulterada com metanol. Duas pessoas morreram.

A situação crítica levou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP) a publicarem uma nota técnica com recomendações urgentes aos estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas no estado de São Paulo.

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Gergelim amazônico pode ajudar a proteger o cérebro em casos de AVC. Entenda https://bkpcff.mateusorrico.com.br/gergelim-amazonico-pode-ajudar-a-proteger-o-cerebro-em-casos-de-avc-entenda/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/gergelim-amazonico-pode-ajudar-a-proteger-o-cerebro-em-casos-de-avc-entenda/#respond Mon, 29 Sep 2025 07:04:16 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/gergelim-amazonico-pode-ajudar-a-proteger-o-cerebro-em-casos-de-avc-entenda/ Um extrato derivado do gergelim cultivado na Amazônia pode abrir caminho para um tratamento inédito contra os danos causados pelo acidente vascular cerebral (AVC). Chamado de ST-165, o composto reduziu lesões cerebrais em testes com animais e está próximo de avançar para […]]]> ” border=”0″ alt=”Sementes de gergelim (Foto: Reprodução)” title=”Sementes de gergelim (Foto: Reprodução)” />

Um extrato derivado do gergelim cultivado na Amazônia pode abrir caminho para um tratamento inédito contra os danos causados pelo acidente vascular cerebral (AVC). Chamado de ST-165, o composto reduziu lesões cerebrais em testes com animais e está próximo de avançar para a fase de estudos clínicos em humanos.

A expectativa é grande: todos os anos, cerca de 400 mil brasileiros sofrem um AVC. A doença mata mais de 80 mil pessoas e deixa milhares com sequelas graves, impactando famílias e sobrecarregando o sistema de saúde.

A pesquisa é conduzida pelo professor Walace Gomes Leal, da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Ele explica que a ideia surgiu ao perceber como as lesões do AVC podem se expandir rapidamente, agravando as sequelas. “Desde os 18 anos eu estudo o cérebro, trabalhei com trauma, medula, neuroinflamação e vi que a lesão inicial de um AVC pode se expandir em até 70%, aumentando enormemente as sequelas. A ideia foi questionar se, dentro da biodiversidade amazônica, não existiriam neuroprotetores naturais capazes de evitar essa expansão”, conta., contou.

Nos experimentos, ratos tratados com o fitoterápico apresentaram redução do dano cerebral, melhora motora e menor inflamação. Também houve indícios de efeito preventivo quando o tratamento foi iniciado antes da indução do AVC.

O diferencial do ST-165 está no conjunto de moléculas do óleo de gergelim, em especial as lignanas. Em vez de atuar bloqueando neurotransmissores essenciais ao cérebro, como ocorreu com drogas testadas sem sucesso nas últimas décadas, o extrato age sobre processos inflamatórios e oxidativos que agravam as sequelas.

Nos testes pré-clínicos, realizados no Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (Cienp), em Florianópolis, sob coordenação do farmacologista João Batista Calixto, o composto reduziu em até 40% o volume de lesão cerebral em animais e preservou funções motoras e sensoriais. O perfil de segurança também se mostrou adequado, já que o gergelim é amplamente consumido em todo o mundo.

“Nós vimos redução da inflamação, preservação de neurônios e marcadores moleculares compatíveis com neuroproteção. Isso dá uma sensação mais segura de que há efeito, mas ainda é cedo para saber se se traduzirá em benefício clínico para humanos”, pondera Calixto. “Falta apenas um estudo de segurança de longo prazo em animais para que se possa pedir à Anvisa o aval para a fase clínica. Se não for feito, o projeto trava. Mas tudo indica que será seguro.”, explica ele.

Agora, os pesquisadores buscam investidores para custear a fase de testes em humanos, estimada em até R$ 15 milhões. Enquanto isso, planejam lançar um suplemento preventivo à base do mesmo extrato para sustentar financeiramente o projeto.

Se os primeiros ensaios clínicos confirmarem os resultados em humanos, o gergelim amazônico poderá representar um divisor de águas na busca por tratamentos que reduzem os impactos do AVC. – Com informações da Folha Press

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Pressão 12 por 8 passa a ser considerada pré-hipertensão; entenda https://bkpcff.mateusorrico.com.br/pressao-12-por-8-passa-a-ser-considerada-pre-hipertensao-entenda/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/pressao-12-por-8-passa-a-ser-considerada-pre-hipertensao-entenda/#respond Sat, 20 Sep 2025 10:25:52 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/pressao-12-por-8-passa-a-ser-considerada-pre-hipertensao-entenda/ Uma nova diretriz brasileira de manejo da pressão arterial passa a considerar a aferição 12 por 8 não mais como pressão normal, […]]]> ” border=”0″ alt=”Pressão de 12×8 é reclassificada como pré-hipertensão em nova diretriz (Foto: © Divulgação/SESA/Governo do Paraná)” title=”Pressão de 12×8 é reclassificada como pré-hipertensão em nova diretriz (Foto: © Divulgação/SESA/Governo do Paraná)” />

Uma nova diretriz brasileira de manejo da pressão arterial passa a considerar a aferição 12 por 8 não mais como pressão normal, mas como indicador de pré-hipertensão. O documento foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão.

De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a reclassificação tem como objetivo identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas no intuito de prevenir a progressão do quadro de hipertensão dos pacientes.

A partir de agora, portanto, para que a aferição passe a ser considerada pressão normal, ela precisa ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 permanecem sendo considerados quadros de hipertensão em estágios 1, 2 e 3, a depender da aferição feita pelo profissional de saúde em consultório.

Nas redes sociais, a Sociedade Brasileira de Cardiologia avaliou o documento como fundamental no sentido de orientar a prática clínica de cardiologistas em todo o país. “Atualização essencial para quem busca fazer medicina baseada em evidências e alinhada às recomendações mais recentes”, postou a entidade.

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Câncer de pele: entenda a doença que atingiu Bolsonaro e como se prevenir https://bkpcff.mateusorrico.com.br/cancer-de-pele-entenda-a-doenca-que-atingiu-bolsonaro-e-como-se-prevenir/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/cancer-de-pele-entenda-a-doenca-que-atingiu-bolsonaro-e-como-se-prevenir/#respond Thu, 18 Sep 2025 16:39:07 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/cancer-de-pele-entenda-a-doenca-que-atingiu-bolsonaro-e-como-se-prevenir/ A exposição excessiva ao sol, sem a devida proteção, é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele, a forma mais comum da doença no […]]]> ” border=”0″ alt=”Ex-presidente foi diagnosticado em setembro de 2025 (Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil)” title=”Ex-presidente foi diagnosticado em setembro de 2025 (Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil)” />

A exposição excessiva ao sol, sem a devida proteção, é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele, a forma mais comum da doença no Brasil e no mundo.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), do Ministério da Saúde (MS), os tumores de pele correspondem a 27% de todos os casos de câncer no país, acendendo um alerta em uma nação com forte incidência de raios solares.

Embora o câncer de pele seja mais comum em pessoas com mais de 40 anos, especialistas observam que a média de idade dos pacientes tem diminuído. Isso ocorre porque os danos da radiação UV são cumulativos e a exposição na infância e adolescência pode se manifestar na vida adulta.

“A radiação solar tem efeito cumulativo, a prevenção deve se iniciar com os bebês, evitando a exposição ao sol nos horários de risco e pelo uso de produtos específicos para a faixa etária”, explica Ana Cristina Pinho, diretora do Inca.

Sinais de alerta e tipos da doença

Estar atento aos sinais do corpo é crucial para o diagnóstico precoce. Manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram, assim como feridas que não cicatrizam em quatro semanas, podem indicar o câncer de pele não melanoma.

Este tipo, mais frequente e com alta taxa de cura se diagnosticado cedo, geralmente aparece em áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas.

A forma mais grave, o melanoma, embora mais rara, é mais agressiva e pode se espalhar para outros órgãos. Ele se manifesta como pintas ou sinais com formato assimétrico, bordas irregulares, mais de uma cor e que mudam de tamanho rapidamente.

Para cada ano do triênio 2023-2025, o Ministério da Saúde, por meio do Inca, estima 704 mil casos novos de câncer no Brasil. A incidência é maior nas regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, tanto em homens quanto em mulheres.

Prevenção e tratamento

A boa notícia é que o câncer de pele é de fácil prevenção. A principal medida é evitar a exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h. O uso de protetor solar com FPS 30, no mínimo, é indispensável e deve ser reaplicado a cada duas horas, mesmo em dias nublados. Roupas, bonés e óculos de sol também são aliados na proteção.

Caso um sinal suspeito seja encontrado, a orientação é procurar um posto de saúde para avaliação. O diagnóstico é feito por um dermatologista, podendo envolver exame clínico e biópsia. A cirurgia é o tratamento mais indicado, mas radioterapia e quimioterapia podem ser usadas dependendo do estágio da doença.

A rede de saúde pública brasileira, por meio de Unidades e Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons e Cacons), garante o tratamento integral e especializado para os pacientes com câncer.

Essa política nacional de prevenção e controle do câncer, estabelecida pelo Mnistério da Saúde, determina o cuidado integral e regionalizado ao usuário.

Caso Bolsonaro

O caso do ex-presidente Jair Bolsonaro serve como um exemplo recente e de grande visibilidade sobre o câncer de pele. Em setembro de 2025, ele foi diagnosticado com um carcinoma de células escamosas “in situ” – um tipo de câncer de pele superficial e localizado -, em duas das oito lesões de pele que havia retirado.

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Setembro Amarelo: Ansiedade em crianças cresce 2.500% em dez anos no Brasil https://bkpcff.mateusorrico.com.br/setembro-amarelo-ansiedade-em-criancas-cresce-2-500-em-dez-anos-no-brasil/ https://bkpcff.mateusorrico.com.br/setembro-amarelo-ansiedade-em-criancas-cresce-2-500-em-dez-anos-no-brasil/#respond Fri, 05 Sep 2025 14:28:57 +0000 https://bkpcff.mateusorrico.com.br/setembro-amarelo-ansiedade-em-criancas-cresce-2-500-em-dez-anos-no-brasil/ O número de crianças brasileiras atendidas por transtornos de ansiedade disparou nos últimos dez anos, segundo dados do Ministério da Saúde. Entre 2014 e 2024, os registros de casos na faixa etária de 10 a 14 anos saltaram de 1.850 para mais […]]]> ” border=”0″ alt=”(Foto: Andrey K na Unsplash.jpg)” title=”(Foto: Andrey K na Unsplash.jpg)” />

O número de crianças brasileiras atendidas por transtornos de ansiedade disparou nos últimos dez anos, segundo dados do Ministério da Saúde. Entre 2014 e 2024, os registros de casos na faixa etária de 10 a 14 anos saltaram de 1.850 para mais de 24.300, um aumento de 2.500%. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, o cenário é ainda mais preocupante: crescimento de 3.300%, com mais de 53 mil atendimentos anuais no Sistema Único de Saúde (SUS).

O fenômeno reflete uma realidade global. Nos Estados Unidos, entre 2016 e 2022, a taxa de ansiedade em crianças subiu de 7,1% para 10,6%. A depressão infantil também cresceu de 3,2% para 4,6% no mesmo período.

Para a neuropsicóloga Anna Rubia Pirôpo Vieira da Costa, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Unime Anhanguera, o problema é multifatorial, mas fatores como bullying, maus-tratos, violência psicológica, divórcio dos pais, mudanças de escola e uso excessivo das redes sociais estão entre os principais gatilhos.

“As redes sociais, por fazerem parte do atual contexto social, podem ser vistas como uma das principais vilãs. O excesso de estímulos das telas sobrecarrega o sistema de recompensa cerebral e reduz a sensibilidade dos neurônios à dopamina, o que pode dificultar atividades importantes para o desenvolvimento, como estudar, ler ou brincar fora das telas”, explica.

A especialista também chama atenção para a pressão causada pelos padrões de autoimagem e desempenho divulgados nas redes: “Percebemos uma cobrança intensa sobre aparência, comportamento e vida social. Esses fatores estão amplamente associados ao aumento dos níveis de ansiedade e depressão.”

O que pais e responsáveis podem fazer

Em meio ao Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio e promoção da saúde mental, a neuropsicóloga reforça a importância de estar atento a sinais e buscar ajuda profissional. Confira as orientações:

Leve seu filho a um profissional de saúde; incentive a terapia e, se indicado, a consulta com psiquiatra.

Nunca administre medicamentos sem prescrição médica.

Observe sinais como falta de energia, isolamento social ou perda de interesse em atividades.

Estabeleça horários para o uso de telas e redes sociais.

Desative notificações que estimulam o uso constante.

Utilize as ferramentas de controle de tempo de tela disponíveis nos celulares.

Monitore a rotina online: lugar de criança não é nas redes sociais.

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