
“Todo aquele que contribui com uma pedra para a edificação das ideias, todo aquele que denuncia um abuso, todo aquele que marca os maus, para que não abusem, esse passa sempre por ser imoral”.
Vendo o estrago em que deve resultar o volume de denúncia, documentada, que nos últimos dias o portal Camaçari Alerta vem trazendo contra a prefeitura de Camaçari, não seria demais concluir que, para os que fazem o governo e que são coniventes com seus equívocos, atribua a quem os denuncia a pecha de “imorais” como sugere o pensamento do francês Honoré de Balzac (1799/1850), em sua frase.
Mas o fato é que, sendo pechado ou não o portal tem trazido elementos que, se apurados pelos órgãos competentes, se provocados, não deve passar ao largo da lei em caso de procederem as acusações, posto que não vem vazias, mas acompanhadas do que se supõe por provas cabais de que algo deve mesmo estar errado, bastando fazer-se uma conta simples.
A bola da vez é uma suposta, mas aparentemente irrefutável, comprovação de que há mesmo uma relação no mínimo estranha entre, e agora, mais uma vez, envolvendo o ex-prefeito Ademar Delgado, o prefeito Antônio Elinaldo e empresas contratadas como valores milionários e cujos pagamentos são feitos num piscar de olhos entre a emissão de notas e o credito feito em conta.
Na denúncia desta quinta-feira, 31, que dessa vez envolve a pasta de Habitação, com pagamentos de altos valores anuídos pela Secretaria, o site traz notas fiscais e boletins de pagamentos, liquidados fora do expediente, em pleno sábado, que ligam incontestavelmente uma empresa detentora dum contrato milionário, firmado de modo muito suspeito, conforme denuncias, à outra com contrato não menos suspeito, cujo responsável de uma é o mesmo que assinou, por procuração, o contrato da outra, cujo pagamento a prefeitura tem efetuado com o mesmo ‘modus operandi’.
Mais informações no site Camaçari Alerta
Veja também: