Com baixa carga viral de caso suspeito, Brasil ainda não registra casos da variante ômicron

Brasileiro testou positivo para a Covid-19 logo depois de desembarcar de voo vindo da África do Sul (Foto: Mauro Pimentel/AFP)
Brasileiro testou positivo para a Covid-19 logo depois de desembarcar de voo vindo da África do Sul (Foto: Mauro Pimentel/AFP)

O Brasil ainda não pode confirmar se o passageiro brasileiro suspeito de estar infectado com a variante ômicron é realmente o primeiro caso confirmado de infecção pela nova linhagem do coronavírus no país. Isso porque o exame de Covid-19 ele tinha uma carga viral considerada baixa, o que pode dificultar o sequenciamento do vírus.

A amostra chegou ao Instituto Adolfo Lutz no último domingo, 28. O resultado do sequenciamento deveria ficar pronto na quarta, 1º, mas seu resultado pode ser indefinido devido a baixa carga viral.

O passageiro voltou ao Brasil no sábado, 27, de um voo vindo da África do Sul, país em que a nova variante foi sequenciada pela primeira vez. Ao desembarcar no aeroporto de Guarulhos, ele fez um novo teste, ainda no laboratório do aeroporto, que confirmou o caso de Covid-19.

“Dadas as mutações que poderiam conferir a capacidade de escapar de uma resposta imune, e dar-lhe uma vantagem em termos de transmissibilidade, a probabilidade de que a ômicron se propague pelo mundo é elevada”, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Até o momento, não houve registro de morte associada à variante.

As informações são da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

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