Com quatro vereadores na oposição, três em cima do muro e quatorze na base do governo Câmara retorna os trabalhos em dez dias

Câmara Municipal de Camaçari
Câmara Municipal de Camaçari

Após dois longos meses de recesso, a Câmara Municipal de Camaçari retornará as atividades legislativas no dia 16 de fevereiro. Tendo como principal diferença, para o ano anterior, o número de vereadores em plenário. Agora serão 21 parlamentares. Dos quais, quatro são oposição, Jackson (PT), Marcelino(PT), Téo Ribeiro(PT) e Dentinho(PT), três na coluna do meio pastor Neilton (PSB), Binho do Dois de Julho (PCdoB) e Adalto Santos (PSD) e 14 na base governista, Bispos Jair (PRB), Oziel (PSDB), Fafá de Senhorinho (DEM), Júnior Borges (DEM), Zé do Pão (PTB), Vaninho da Rádio (DEM), Jorge Curvelo (DEM), Flávio Matos (DEM), Dilson Magalhães Jr (PEN), Niltinho (PR), Jamelão (DEM), Gilvan Souza (PR), Sessé de Abreu (PSDB) e Val Estilos (PPS).

A primeira vista parece que o governo não terá problemas na Câmara Municipal já que possui em sua base 14 vereadores. Contudo, não apostem suas fichas nisso, pois se tem algo que os vereadores petistas estão acostumados à fazer, apesar de terem passado os últimos 12 anos no governo, é oposição. Quem já assistiu o vereador Téo Ribeiro nos anos em que foi oposição ao governo Tude e Helder na Câmara sabe bem do que estamos falando. E agora Téo, se não ‘roer a corda’ e se curvar ao prefeito Elinaldo, que já andou ‘tomando café’ em sua casa, em Guarajuba, terá ao seu lado mais três vereadores experimentados e com larga experiência de luta sindicalista.

Na coluna do meio estão os vereadores que já falaram que não são oposição e nem governo. Que seguirão de forma independente. Com estilo próprio de legislar e fazer política. Como já afirmou o próprio vereador Binho do Dois de Julho em entrevistas à imprensa local: “Respeito o meu partido e a opinião do mesmo, por isso sempre escuto as orientações partidárias, mas o vereador sou eu e a decisão final é minha”.

As mudanças na Câmara foram além do plenário onde acontecem a acaloradas sessões e embates políticos. Acontece também no setor administrativo com a troca de diretores, demissões de comissionados, reformulação da mesa diretora e funções estratégicas como a Coordenação de Comunicação e TV Câmara e o cancelamento de contratos e novas licitações.

Que venha o dia 16 de fevereiro e com ele uma Câmara mais atuante, mas presente no dia a dia da população de Camaçari. Uma Câmara que não se limite apenas a falações e discursos políticos, mas que produza leis que se apliquem na prática para melhorar a vida dos camaçarienses. Uma Câmara que não vislumbre apenas seus interesses individuais, mas que vá às ruas fiscalizar e notificar o Poder Executivo quando este não cumprir com suas responsabilidades. Uma Câmara – aqui entenda-se bancada, corporativista, mas que também não seja uma “voz do povo”, de fachada, mas que trabalhe com projetos e ações sólidas que materializem em ações, obras e serviços em consonância com a vontade da população.

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