O quadro da pandemia por Covid-19 está em crescente agravamento, em Camaçari: pelo quarto mês consecutivo, o número de novos de casos e a média de mortes segue aumentando. No entanto, ações realizadas pela Secretaria de Saúde (Sesau) nesta semana indicam que o quadro pode estar pior.
De acordo com o boletim epidemiológico diário, divulgado pela Sesau na tarde desta quarta-feira (17), foram registrados mais 369 casos e 12 novas mortes. Os dados, no entanto, não são apenas das últimas 24h, como normalmente ocorre com os boletins diários.
Segundo a Secretaria, a elevação brusca dos dados estatísticos foi fruto de dois fatores: a atualização das notificações pelos laboratórios e as ações de testagem realizadas pela pasta na sexta-feira (12), segunda-feira (15) e terça-feira (16), que a SESAU.
Ainda de acordo com a secretaria, apesar de terem sido confirmados e entrado nas estatísticas apenas nesta quarta-feira (17), os óbitos ocorreram ao longo das semanas anteriores. “Só podemos confirmar um óbito depois que é recolhida toda a documentação daquela pessoa que morreu (declaração de óbito, certidão de óbito, resultado do exame e relatório do hospital onde ocorreu o óbito)”, informou a Sesau.
Tempo como inimigo
O tempo, associado ao descumprimento dos protocolos de segurança, se torna um fator de risco que influencia diretamente a rapidez na propagação do vírus e todas as consequências que se seguem, como a ocorrência de casos graves, superlotação de leitos e mortes.
A realidade apontada pela atualização dos dados da Sesau – ou seja, o tempo transcorrido entre o acontecimento e a notificação – exemplifica o que especialistas têm falado desde o início da pandemia: a única forma de combater o vírus, evitar o colapso do sistema de saúde e prevenir mortes é o distanciamento social.
Vale lembrar que uma pessoa contaminada leva cerca de uma semana para começar a manifestar sintomas. E, mesmo nos casos assintomáticos, o nível de contágio não sofre alterações. Ou seja: pessoas contaminadas sem sintomas transmitem o vírus. Na prática, aquele amigo do “churras” ou aquela pessoa sem máscara com quem você conversa numa fila qualquer pode ser o vetor de transmissão que fará você ou alguém da sua família ir parar em um leito de internação.
Uso correto da máscara, higienização frequente das mãos e isolamento social são a única forma de permanecer fora das estatísticas.
