
Do escândalo que se abateu sobre Camaçari, nos últimos dias, onde praticamente todos os vereadores da Câmara Municipal, entre eles o presidente Oziel Araújo (PSDB) e o vice presidente José Bezerra, ou Zé do Pão (PTB), ambos com pedido de prisão pedida e negada, sob acusação de participarem todos, segundo o Ministério Público Estadual (MPE), dum esquema para desvio de dinheiro público, onde cada parlamentar teria indicado um assessor para exoneração e nomeação praticamente no mesmo dia, com aumento salarial de R$ 2.500,00, que, conforme o MP, estariam sendo repassados para os vereadores, apesar das insistentes declarações de que “não há provas” e de que todos são “inocentes”, e dos despachos desaforáveis à denúncia no que se refere ao presidente Oziel, ainda há muitos pontos a serem esclarecidos.
E um dos pontos está na pessoa do vereador Bispo Jair (PRB), tido por pessoas do meio jurídico como “fiel da balança” entre as testemunhas, único a ser deixado de fora pelo Ministério Público, e que ninguém explica a razão por que isso aconteceu, já que se tratou de um “ato institucional legal” e já que o vereador também faz parte dos quadros e tem um gabinete na casa.
Ao ligar para o vereador, na manhã desta sexta-feira, 02, e perguntar sobre o que ele tinha a responder acerca de matéria do site do Bahia no Ar, que acusa em sua manchete que o presidente Oziel, sobre ele também ter recebido a dita “verba de gabinete”, teria dito que estariam “todos na mesma situação”, o Camaçari Fatos e Fotos (CFF) ouviu do parlamentar, que se mostrou profundamente irritado com a informação, que “o promotor investigou 21 vereadores. A resposta é essa“. Deixando claro que realmente esse ponto é um dos que precisam ser explicado, por ter ficado patente que o vereador quis dizer que se a promotoria investigou a ele também e não encontrou no seu gabinete nada de que o acusar, naturalmente não o incluiu na denúncia. O que provoca a pergunta de por que não, se trata-se de um dos membros da Casa.
Outro ponto está no fato de que, aliás o objeto que fundamentou a denúncia, se o aumento, que deveria ter sido linear mas não foi, foi dado aos assessores, onde estaria a explicação para o fato de apenas 01 dos 10 assessores a que cada vereador tem direito, ter sido beneficiado com o aumento de R$ 2.500,00 e não todos eles a receberem o tal “aumento”, como disse o presidente Oziel, por “pura coincidência” praticamente o mesmo valor bloqueado pela justiça a que cada parlamentar teria direto conforme aprovação pela Câmara, no final do ano passado e que, não se sabe por que cargas d’água, a presidência da Câmara não entrou com recurso, como fez a prefeitura, ao ser notificada ‘da ilegalidade’ e consequente suspensão do aumento.
NOTA
O presidente da Câmara Municipal, quando quiser, mesmo não tendo convidado este portal para a Coletiva, está convidado para tomar um café com nosso diretor, Antônio Franco Nogueira, onde terá todo espaço e o tempo no ar que desejar, para em uma entrevista responder a essas e a outras perguntas que ainda não foram feitas e respondidas. Onde certamente o caro presidente, que tem todo interesse de esclarecer sobre esse evento indesejável que se abate sobre quase a totalidade dos nossos parlamentares, e principalmente sobre essa “montagem muito mal feita”, que o vereador diz que foi perpetrada conta o ilustre e contra seus colegas, onde poderá se expressar à vontade e nos fazer enfim entender que não cabe qualquer questionamento.
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