Menos de 24h depois de o teto das Unidade Básica de Saúde (UBS) Gravatá e da Unidade de Saúde da Família (USF) Ficam serem destruídos com as chuvas que caíram nesta terça-feira (20) a prefeitura divulgou nota informando que “já” iniciou o serviço de manutenção.
No entanto, a informação que mais chama atenção no texto é que a gestão municipal sabia que o telhado das unidades estava com problemas. “A Sesau desde 2017 tem realizado a requalificação de suas unidades de saúde e, até o momento, já foram requalificadas mais de 40. A UBS Gravatá estava na programação para ser um das próximas a serem contempladas com as obras”, diz o texto.
Em outras palavras, apesar de ter atribuído a destruição do telhado à força das chuvas, em nota anterior, no informativo mais recente a gestão admite que tinha ciência da necessidade de reparos.
Com isso, a pergunta que fica é: houve falha técnica na avaliação da extensão do desgaste no teto das unidades, ou a demora na manutenção – que poderia ter evitado a destruição vista nesta terça-feira (20) – ocorreu por negligência?
Depois de roubado
Não é a primeira vez que a Prefeitura Municipal espera para agir depois que o problema acontece. Desta vez, pelo menos, ninguém se machucou.
Em novembro do ano passado, dezenas de famílias perderam seus pertences quando os bairros Nova Brasília e 46 sofreram alagamentos, graças à falta de dragagem do canal do Rio Camaçari, nas proximidades das regiões atingidas.
Na época, menos de 72 horas após o desastre, a prefeitura iniciou a dragagem e informou a mesma coisa: que a manutenção estava prevista para acontecer. Mais uma vez, após o problema, a Prefeitura “garante que está trabalhando de forma intensa para garantir a manutenção das duas unidades, de forma que o atendimento seja restabelecido o quanto antes”, como diz a referida nota.
Quantas vezes mais a prefeitura vai atuar para resolver o problema ao invés de atuar para prevenir situações como essa, cuidando bem da população? E quantas vezes mais a população sairá fisicamente ilesa, diante dos atrasos do poder público?
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