Embasa será multada em até R$ 10 milhões por jogar esgoto sem tratar no mar

Em janeiro deste ano, a empresa foi autuada pela primeira vez por jogar efluentes líquidos sem tratamento, comprometendo a qualidade da água (Foto: Marina Silva | CORREIO)

Ação acontece, pelo segundo ano consecutivo, no mar de Jaguaribe

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) poderá pagar R$10 milhões aos cofres municipais de Salvador por ter sido autuada pela segunda vez por despejar esgosto sem tratamento no Rio Jaguaribe.

Em janeiro deste ano, a empresa foi autuada pela primeira vez por jogar efluentes líquidos sem tratamento, comprometendo a qualidade da água. Naquela ocasião, os resíduos seguiram o fluxo natural do rio e acabaram chegado até a faixa de areia de algumas praias.

Dessa vez não foi direfente. A sujeira chegou até faixa de areia da Praia de Jaguaribe, em Piatã, nas imediações da terceira ponte. Por lá, é possível uma água densa e escura que deságua no mar.

De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), órgão que atuou a empresa, a estatal foi enquadrada por fiscais da pasta que classificaram a atitude da  Embasa como gravíssima ao Meio Ambiente.

Antes de ser aplicada a multa, o caso passará por análise de uma comissão que vai analisar a extensão do dano causado.

“É inaceitável que uma empresa se exima das suas responsabilidades e prejudique o meio ambiente e toda a população de Salvador desta forma. A Sedur continuará atuando de forma implacável para que os responsáveis sejam sempre penalizados”, afirma o secretário Sérgio Guanabara.

Pedalando pelo menos uma vez por semana pela orla de Piatã, o industriário Robson Lira, 51 anos, diz que a água de cor escura destrói a paisagem da praia e compromete o exercício de quem utiliza o trecho. “A água sempre correu para o mar com a qualidade ruim, mas, nos últimos dias piorou. Olha aquela cor. Espero que alguém possa resolver”, disse.

Há três anos no mesmo local, nas proximidades da terceira ponte, a vendedora de água de coco afirma que a situação piota em dias de forte calor. “O cheiro é ruim, mas não chega comprometer as vendas”, pondera.

A Embasa foi procurada pelo CORREIO e informou que “recebeu notificação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), vai analisar o teor do documento e prestar os devidos esclarecimentos ao órgão municipal”. Questionada sobre o que fará sobre o esgoto, o órgão limintou-se a dizer que ‘vai verificar inicialmente o teor do documento’.

Antes de ser aplicada a multa, o caso passará por análise de uma comissão que vai analisar a extensão do dano causado (Foto: Marina Silva | CORREIO)

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