
Com a proximidade do Dia das Crianças, pais e responsáveis já começaram a escolher os brinquedos para presentear os pequenos. Apesar de despertarem alegria e desempenharem um importante papel no desenvolvimento das crianças, alguns brinquedos podem ser perigosos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), quedas e engasgos são os principais responsáveis pelos acidentes e mortes relacionados com brinquedos.
Por conta disso, especialistas alertam que é preciso priorizar a segurança da criança na hora de comprar o brinquedo. A pediatra Kátia Baptista, da Sociedade Baiana de Pediatria (Sobape), explica que o primeiro item a ser observado é se o produto possui o selo do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). Além de comprovar que o brinquedo foi aprovado em diversos testes de segurança e qualidade, o selo também contém a faixa etária para a qual o brinquedo é indicado.
Um brinquedo ideal para uma criança dez anos pode representar riscos à vida de uma de três, isso porque com até três anos de idade elas têm tendência a colocar o brinquedo na boca, sendo mais propensas a engolir peças pequenas ou sofrer engasgos e sufocação.
Por isso, o ideal é evitar os brinquedos pequenos e com partes destacáveis. Os materiais utilizados na fabricação devem ser resistentes, não tóxicos e não inflamáveis.
Além dos brinquedos, a pediatra também destaca o risco que roupas com botões pequenos, lantejoulas e outros acessórios que podem ser arrancados e engolidos representam para as crianças nos primeiros anos de vida.
Para crianças maiores, a orientação é evitar brinquedos pontiagudos, que possam causar ferimentos, como pega-vareta e espadas. O jogo de varetas só deve ser utilizado por maiores de 10 anos.
O comércio informal da Avenida Sete de Setembro, no Centro de Salvador, está repleto de produtos para o Dia das Crianças. Bonecas, pega-peixe, ursos de pelúcia, carrinhos que se transformam em robôs e a nova mania, batizada de ‘Slime’, estão entre os brinquedos mais procurados. A pediatra explica que os produtos de camelô devem ser evitados, justamente porque não passaram pelos testes do Inmetro.
“Esses brinquedos são mais baratos, mas você não tem nenhuma garantia de que eles não vão quebrar ou soltar peças que a criança possa se ferir ou engolir”, aconselhou Kátia Baptista.
Segundo a especialista, brinquedos como bicicletas, patins e patinetes só devem ser utilizados acompanhados dos equipamentos de segurança: capacete, joelheira, e cotoveleira, para proteger em caso de queda.
Mania
Mania entre as crianças, uma massa viscosa e moldável batizada de Slime tem chamado a atenção dos pais este ano. Além de ser vendida no comércio, a moda é produzir o próprio brinquedo em casa. Para formar o Slime, a criança precisa misturar cola branca, espuma de barbear, água boricada, bicarbonato de sódio e corante alimentar para dar cor à massinha.
Na avaliação de Kátia Baptista, a mistura não representa grande perigo devido ao baixo poder toxicológico dos produtos. No entanto, crianças pequenas devem evitar ter contato com o brinquedo, diante do risco de ingerir ou passar as mãos sujas do produto nos olhos.
“Eles podem causar alergias nas crianças mais sensíveis. Tem algumas crianças manifestando quadros alérgicos, principalmente nos olhos, como conjuntivite, mas é facilmente tratável”, revelou Kátia Baptista.