Ex-ministro Ayres Britto critica voto em lista fechada

O ex-ministro ainda afirma que tal mudança daria plenos poderes ao caciques que comando os partidos
O ex-ministro ainda afirma que tal mudança daria plenos poderes ao caciques que comando os partidos

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, é mais um que critica a articulação da cúpula do Congresso Nacional que tenta aprovar, dentro da Reforma Eleitoral, um novo sistema eleitoral para vereadores, deputados e senadores. No modelo proposto as pessoas votariam nos partidos com base numa lista fechada de candidatos e não no próprio candidato como é atualmente. Dessa forma, o partido escolheria quem, da lista, assumiria o cargo.

Ayres Britto afirma que a proposta é inconstitucional, uma vez que, “pela lista fechada, o candidato vai ficar situado entre o eleitor e o partido, isso não é soberania popular é soberania partidária. Se você colocar o partido como representante do povo, você substitui a democracia pela ‘partidocracia”.

O ex-ministro ainda afirma que tal mudança daria plenos poderes ao caciques que comando os partidos. “O voto em lista fechada, além de reforçar o caciquismo partidário brasileiro, que é um dos nossos pontos de fragilidade estrutural, é inconstitucional. Para mim, quando a Constituição diz que o voto é direto, secreto e universal, ela diz que o voto é no candidato, não no partido.”

Ayres Britto ainda defende que o sistema ideal não é nem o proporcional, mas que sejam eleitos – vereadores, deputados e senadores – aqueles que tiverem mais votos. O que acabaria também com o voto de legenda, onde candidatos sem expressão acabam sendo eleitos com base no coeficiente eleitoral da legenda.

Clique aqui e siga-nos no Facebook

Mais notícias